Família

O que a Igreja diz sobre o namoro? Apontamentos no magistério do Papa Francisco

por Pastoral Familiar, 9 de junho de 2020, 0 Comentários(s)

Na próxima sexta-feira, 12 de junho, o Brasil comemora o Dia dos Namorados, data que, mundo afora, está relacionada ao dia de São Valentim, em 14 de fevereiro. Na perspectiva desta celebração com forte apelo comercial, a Igreja pode oferecer luzes para iniciativas de reflexão e também celebrativas em vista da compreensão e valorização deste caminho que faz parte da preparação para o matrimônio, indo além da troca de presentes.

A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) vai oferecer uma série de vídeos com testemunhos e indicações sobre o namoro, além de indicações de documentos da Igreja que podem auxiliar neste processo de reflexão e aprofundamento na área pré-matrimonial.

Partindo da premissa de que o namoro é um momento que os jovens vivenciam e, em seguida, vislumbram a união matrimonial, oferecemos algumas reflexões a partir da vocação para a vida em família.

O namoro no magistério do Papa Francisco

O Papa Francisco dedicou dois sínodos à reflexão sobre a família e mais um sobre os jovens nos seus sete anos de pontificado. Como fruto desses encontros com bispos, casais, jovens e especialistas do mundo inteiro, a Igreja ganhou as exortações apostólicas Amoris Laetitia – sobre o amor na família e Christus Vivit – aos jovens. Destes documentos, vários apontamentos podem ser tomados para uma visão sobre o namoro conforme os ensinamentos da Igreja.

O namoro é o momento no qual os jovens experimentam a “chamada ao amor”, a partir do sonho de “encontrar a pessoa certa com quem formar uma família e construir uma vida juntos”.

O Papa Francisco ensina na exortação apostólica Christus Vivit que esta “chamada ao amor” é, sem dúvida, “uma vocação que o próprio Deus propõe através dos sentimentos, anseios, sonhos”.

O desejo de ser família tem um ponto de referência: a própria família.

“Os filhos apreciam o amor e os cuidados recebidos dos pais, têm a peito os laços familiares e esperam conseguir, por sua vez, formar uma família. Sem dúvida, o aumento de separações, divórcios, segundas uniões e famílias monoparentais pode causar grandes sofrimentos e crises de identidade nos jovens”, afirma o Papa.


Namorar com compromisso é uma revolução

“Reina hoje a cultura do provisório, que é uma ilusão”, afirma o Papa Francisco, salientando que não se pode julgar e cair na mentira de que nada pode ser definitivo. Enquanto muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas a proposta do Papa é para que os jovens sejam “revolucionários”:

Peço-vos para irdes contracorrente; sim, nisto, peço que vos rebeleis: que vos rebeleis contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vós não sois capazes de assumir responsabilidades, crê que vós não sois capazes de amar de verdade. Ao contrário, eu tenho confiança em vós e, por isso, vos encorajo a optar pelo matrimônio”.

Papa Francisco (Christus Vivit, 264)

Namoro é tempo de desenvolver virtudes

Neste caminho de preparação, visando ao matrimônio, é preciso educar-se a si mesmo, desenvolvendo as melhores virtudes, como o amor, a paciência, a capacidade de diálogo e de serviço. “Implica também educar a própria sexualidade, para que seja sempre menos um instrumento para usar os outros, e cada vez mais uma capacidade de se doar plenamente a uma pessoa, de maneira exclusiva e generosa”, ensina o Papa.

Já na exortação Amoris Laetitia, falando sobre a preparação dos noivos para o matrimônio, o Papa afirma que a castidade é condição preciosa para o crescimento genuíno do amor interpessoal.

O namoro também é oportunidade de “individuar incompatibilidades e riscos”, conforme ensina o Papa Francisco na exortação Amoris Laetitia.

Assim é possível chegarem a dar-se conta de que não é razoável apostar naquela relação, para não se expor a um previsível fracasso que terá consequências muito dolorosas. O problema é que o deslumbramento inicial leva a procurar esconder ou relativizar muitas coisas, evitam-se as divergências, limitando-se assim a adiar as dificuldades para depois”.

Papa Francisco (Amoris Laetitia, 209)

Série de vídeos

O primeiro vídeo da série da Semana dos Namorados é um testemunho sobre o aprender amar e como o acompanhamento oferecido pela Igreja aos casais de noivos auxilia neste processo de aprendizado em vista da vivência do sacramento do Matrimônio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.