Igreja

Papa diz que descartar os idosos é um pecado grave

por Andre Luiz, 20 de abril de 2022, 0 Comentários(s)

Após o período da Semana Santa e da Páscoa, o Papa Francisco retomou o tema sobre os idosos e a velhice na audiência geral. Nesta quarta-feira (20), na Praça São Pedro, o Pontífice tomou como tema principal “Honra o pai e a mãe: o amor pela vida vivida”.

“As experiências de nossa fragilidade, diante das situações dramáticas e às vezes trágicas da vida, podem acontecer em qualquer momento da existência. No entanto, na velhice podem causar menos impressão e induzir uma espécie de vício, até mesmo de incômodo, nos outros”, disse o Santo Padre.

Audiência Geral na Praça São Pedro
Foto: Reprodução/Youtube

Segundo o Papa, as feridas mais graves da infância e da juventude causam um sentimento de injustiça e rebelião, uma força de reação e luta. Ao contrário, as feridas, mesmo graves, da velhice são acompanhadas pelo sentimento de que a vida não se contradiz, porque já foi vivida.

“Na experiência humana comum, o amor – como se costuma dizer – é descendente: não volta à vida que está atrás de nós com a mesma força com que se derrama na vida que ainda está à nossa frente. A gratuidade do amor também aparece nisto: os pais sempre souberam disso, os idosos aprendem isso cedo. No entanto, a revelação abre caminho para uma restituição diferente do amor: é a estrada para honrar quem nos precedeu”, explicou Francisco.

De acordo com Francisco, não se trata apenas de honrar o pai e a mãe, mas as gerações anteriores, cuja despedida também pode ser lenta e prolongada, criando um tempo e um espaço de convivência duradoura com as outras idades da vida. “Honra é uma boa palavra para enquadrar este âmbito de restituição do amor que diz respeito aos idosos. Hoje, redescobrimos o termo “dignidade” para indicar o valor do respeito e do cuidado da vida de qualquer pessoa. Dignidade, aqui, equivale essencialmente a honra”, avaliou.

Desprezo


O Papa destacou que falta honra quando o excesso de confiança, em vez de se expressar como delicadeza e afeto, ternura e respeito, se transforma em aspereza e prevaricação, que pode ocorrer em casa, nos asilos, nos escritórios e em outros espaços.

“Incentivar nos jovens, mesmo indiretamente, uma atitude de suficiência – e até de desprezo – em relação à velhice, suas fraquezas e sua precariedade, produz coisas horríveis. Abre caminho para excessos inimagináveis. Esse desprezo, que desonra os idosos, na verdade desonra a todos nós”, alerta.

Segundo o Papa, devemos oferecer o melhor apoio social e cultural aos mais vulneráveis. “Não é uma questão de cosméticos e cirurgia plástica. Pelo contrário, é uma questão de honra, que deve transformar a educação dos jovens em relação à vida e suas fases”, destacou.

Descartar o idoso é um pecado grave


Na sequência, Francisco convidou os pais a aproximarem os filhos, as crianças, os jovens aos idosos. “Quando o idoso estiver doente, um pouco fora de si, deixar que eles se aproximem dele”, afirmou. O Papa então contou uma história pessoal de quando estava em Buenos Aires e gostava de visitar os asilos e uma senhora mentiu para ele sobre os filhos que não a visitavam há seis meses.

“Isso é descartar o idoso, é pensar que o idoso é lixo. Por favor: é um pecado grave. Este é o primeiro grande mandamento, e o único que diz o prêmio: “Honra teu pai e tua mãe e terás longa vida na terra”. Este mandamento de honrar os idosos nos dá uma bênção, que é gasta assim: “Você terá uma vida longa”. Por favor, protejam os idosos, pois eles são a presença da história, a presença da minha família, e graças a eles estou aqui, todos podemos dizer: graças a vocês, avô e avó, estou vivo. Por favor, não os deixe sozinhos”.

Papa francisco

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