Vida

“Podemos ser a favor do assassinato de alguém?”

por Pastoral Familiar, 11 de fevereiro de 2008, 0 Comentários(s)

O cardeal arcebispo de São Paulo (SP), Dom Odilo Pedro Scherer esteve presente, no final da manhã de hoje, no I Congresso Internacional em Defesa da Vida na cidade de Aparecida (SP) para incentivar os congressistas e participantes do evento.

De acordo com o cardeal, a Igreja está em um momento importante para falar em defesa da vida, tendo em vista a Campanha da Fraternidade de 2008, cujo tema é “Fraternidade e Defesa da Vida”. Dom Odilo esclarece que a Igreja está do lado da vida, por isso, ela deve ser portadora da palavra.

A defesa da vida, segundo o cardeal, precisa de clareza, pois não basta que se diga “não pode matar”; é preciso comunicar os motivos pelos quais temos essa posição, para que ela seja firmemente aprovada pelo Estado, em defesa da vida.

A Igreja, disse Dom Scherer, só poderá  estar de acordo com o abordo quando, de fato, ficar demonstrado que o embrião, o feto e o bebê, ainda no ventre materno, não é um ser humano. “Podemos ser a favor do assassinato de alguém?”, questionou o arcebispo. Para ele, a vida humana esta acima do critério de vantagem, dos cálculos sobre a vida de outras pessoas. A vida humana pertence apenas ao próprio dono dela; não ao Estado, para que se disponha dela, ainda que para tirar proveito em favor de um outro ser humano.

Da parte da Igreja, não basta dizer que “não”, é preciso dizer que “sim”. “Esse movimento [Congresso] é um “sim” à vida, e a Campanha da Fraternidade quer colocar essa proposta de vida também onde ela é aviltada, pois devemos estar juntos, usar da nossa presença, da nossa misericórdia com os outros e para dizer ‘sim’”, reforçou o cardeal.

Dom Odilo pediu aos participantes que as questões discutidas no Congresso não fiquem nunca dentro das sacristias, assumidas apenas como questão religiosa; mas que sejam divulgadas. “A questão da defesa da vida não é questão de religião, mas de ética, dignidade, direitos humanos e civilização, pois, se ‘bobearmos’, voltaremos ao tempo da pedra”, ressaltou o cardeal.

“A defesa da vida não é uma questão para ser deixada apenas no âmbito religioso, é preciso ir às praças, discutir com o público. É importante que nossas organizações se manifestem”, finalizou o arcebispo.

Michelle Mimoso
Canção Nova Notícias, Aparecida 
 

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