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Home Noticias Família

10 passos importantes na educação dos filhos

16/12/2020
em Família, Pré-matrimonial
Tempo de leitura: 5 mins leitura
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educarfilhos

Pais aflitos, à procura de um Filho, pelo visto tranquilamente sossegado no seu admirável mundo novo, bem no coração da cidade santa de Jerusalém. Pais aflitos procuram o Filho, como quem tem de aprender a ser pai e a ser mãe, agora de outra maneira. E o Filho, já crescido, que, sem se darem conta, deixara de ser Menino Jesus, surpreende os pais com uma declaração de independência: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” Maria e José partilham assim a aflição e a procura dos pais de hoje: pais com dúvidas sobre o modo correto de educar, pais atentos e com vontade de fazer o melhor que sabem e podem, mas ainda assim, pais perdidos no mar desconhecido do relacionamento com os filhos, desde a infância, mas, sobretudo, a partir da adolescência.

Eu gostaria, hoje, de me pôr na pele desses pais aflitos e ajudar, com algumas sugestões, a atravessar esse mar desconhecido e tumultuoso do relacionamento com os filhos. E, à luz do Evangelho de hoje, abrir horizontes de esperança e de confiança, na sua missão educativa.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

1º. Intervir na infância. A criança estabelece relações de proximidade, vínculos de afetividade, de respeito e de autoridade, já a partir do útero e desde o leite materno. A ligação com os filhos é, por isso, a base mais segura para o desenvolvimento da sua capacidade de conhecer, de amar e de se relacionar. Mais vale a presença atenta, simples e gratuita dos pais, que todos os presentes bem embrulhados.

2º. Os pais devem desenvolver, desde o nascimento, uma empatia calorosa com os filhos, em que se conjuguem, de modo equilibrado, o amor e a disciplina, a proteção e o controle, a compreensão e a correção, a atenção a cada um e o sentido do outro. A autoridade dos pais constrói-se nessa relação.

3º. A esse respeito, importa compreender e aceitar que cada filho é único, diferente na ordem do nascimento, da saúde, do temperamento, da inteligência, do sucesso. Mas também é verdade que, não obstante as acentuadas diferenças, os filhos são iguais. E são iguais porque são irmãos. E são irmãos não em função daquilo que são ou daquilo que têm, mas em função daquilo que primeiro lhes foi dado e feito, em função de um Amor que está na sua origem: o amor dos pais e o amor de Deus. A experiência do amor é antes de mais a experiência de ser amado!

4º. Os pais têm de aprender a estabelecer limites para os filhos, desde o nascimento. O mesmo olhar que cuida e protege, também proíbe, censura, adverte, corrige, de modo que a criança não se sinta o centro do mundo e o rei da casa, até se tornar o tirano da família. Sem limites, a criança incha de importância e chega à adolescência incapaz de perceber que “o mundo está muito para além do seu umbigo”!

5º. Para tomar consciência dos seus limites e para saber como se comportar, a criança precisa também de regras, rotinas, horários, hábitos e disciplina, rituais e tradições. Ambiente organizado, regras claras, responsabilidades atribuídas, são o modo mais eficaz para favorecer a autonomia e consolidar a autoestima dos filhos; as festas de família, as festas religiosas, a celebração dos aniversários, merecem ser assinalados e ajudam a família a crescer na sua identidade e proximidade. Também a esse respeito nos dão um belo exemplo “os pais de Jesus que iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa”.

6º. Um diálogo, de cinco minutos, com os filhos vale mais do que dezenas de horas no psicólogo. Os pais são, sem dúvida, os melhores terapeutas dos filhos, pela simples razão de serem quem os conhece melhor. Esse diálogo ganha, sempre que diminuir a crítica e se preferir a apreciação estimulante. Quanto ao diálogo com as crianças, por que não retomar a tradição de ler ou contar uma história a elas? Muitas vezes, tensas e caladas, as crianças conseguem, por esse meio, exprimir emoções, afetos, vivências.

7º. É importante dialogar, explicar, justificar atitudes e comportamentos, em relação aos filhos. Mas há situações, na infância e talvez mais ainda na adolescência, que não são discutíveis nem negociáveis: um filho não pode usar linguagem obscena em nenhuma circunstância; as questões de saúde e de segurança dos filhos são inegociáveis e por isso quando os pais não têm conhecimento certo do programa, da companhia e do destino, têm de dizer “não”, mesmo correndo o risco de que o seu filho seja o único a não participar em tal atividade. Nesse campo das “saídas”, mais vale, aos pais, pecar por rigor do que falhar por desleixo. Maria e José “começaram a procurar Jesus entre os parentes e conhecidos. E, não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura”. Em caso nenhum, a democracia na família derruba a hierarquia. Assim, o normal é que sejam os pais a ter a última palavra. Vede como, apesar da sua resposta ousada e surpreendente, o adolescente Jesus “desceu então com Maria e José para Nazaré e era-lhes submisso”.

8º. Por causa de um “não”, os pais têm, muitas vezes, de suportar o desamor temporário dos seus filhos, porque a criação de um limite e a frustração daí resultante são essenciais para o futuro da criança, sobretudo na adolescência. Educar não é estar sempre a premiar e a gratificar os filhos, muito menos esperar que os filhos nos confirmem como bons pais e nos alimentem do afeto; educar é fazer a pessoa sair de si mesma, fazê-la olhar o outro, acolher os outros. E isso implica conduzir, frustrar, transmitir valores. Custe o que custar.

9º. Importante, sempre, é responsabilizar os filhos por atividades adequadas à sua idade: arrumar o quarto, pôr a mesa, etc. Também o adolescente, precisamente porque não é nenhum doente e muito menos um demente, deve ser estimulado a responsabilizar-se por tarefas, a assumir responsabilidades, a fazer opções. Assim aprende a ser adulto.

10º. Não posso esquecer, por último, como é importante melhorar a comunicação entre a escola e a família, entre a família e a Igreja, entre a família e Deus. Nenhuma família pode, por si só, dar tudo o que os filhos precisam para crescer, como Jesus, em sabedoria, em estatura e em graça! Contai conosco. Contamos convosco. Deus esteja com todos vós e abençoe as nossas famílias!

Dom Washington Cruz

Arcebispo de Goiânia (GO)

Tags: Educação dos Filhos
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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • A Palavra de Deus também pode chegar à nossa família através do nosso testemunho.

Nem sempre será preciso encontrar as palavras certas. Às vezes, é o nosso jeito de amar, perdoar, servir e permanecer na fé que desperta no outro o desejo de conhecer Deus.
Neste Mês da Bíblia, que a nossa família seja também lugar de anúncio, acolhida e testemunho.
  • São Pio nos ensina que a oração não elimina todas as dificuldades, mas nos ajuda a atravessá-las com confiança em Deus.
Que nossas famílias aprendam a colocar diante do Senhor aquilo que não conseguem resolver, sustentando uns aos outros na fé e na esperança.
São Pio de Pietrelcina, rogai por nossas famílias.
  • De 6 a 8 de novembro, a Pastoral Familiar se reúne em Foz do Iguaçu (PR) para o Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar 2026.

Um tempo para aprofundar a missão de anunciar a vocação ao matrimônio e acompanhar as famílias em suas diferentes etapas e realidades.
Serão dias de formação, espiritualidade, reflexão e partilha de experiências, com a assessoria de Diogo Pessotto e Giovani Formenton.

O encontro é destinado a casais coordenadores, agentes da Pastoral Familiar, bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, representantes de movimentos e serviços familiares e todos aqueles que desejam se dedicar à evangelização das famílias.

📍 Foz do Iguaçu (PR)
📅 6 a 8 de novembro de 2026
📌 Casa de Encontros Shalom Dom Olívio

As vagas são limitadas!

Inscreva-se pelo link da bio.
Vamos juntos fortalecer uma Pastoral Familiar que acolhe, orienta e caminha com as famílias.
  • Neste 25º Domingo do Tempo Comum, Jesus nos convida a olhar para o coração e perceber como a comparação pode nos impedir de reconhecer a bondade de Deus na vida do outro.
Reflita sobre: “Em que situações nos comparamos e deixamos de agradecer pelo bem do outro?”
Que nesta semana nossa casa seja um lugar de menos comparação e mais gratidão.
Salve este post e viva essa proposta com sua família durante a semana.
  • Vem aí o IV Congresso Teológico, de 21 a 25 de setembro, online e gratuito.

Além dos agentes da Pastoral Familiar, a formação é voltada também para integrantes de movimentos e serviços eclesiais que promovem a evangelização das famílias.

Acesse nosso portal: vidaefamilia.org.br para saber mais!
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  • De 01 a 08 de outubro, a Igreja no Brasil celebra a Semana Nacional da Vida, um tempo para refletirmos sobre o valor, a defesa e o cuidado com a vida, da concepção ao seu fim natural.
Para ajudar sua paróquia a viver esse momento, já está disponível o subsídio Hora da Vida, com encontros preparados para oração, reflexão e partilha em família e comunidade.
📖 Prepare sua paróquia para a Semana da Vida!
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