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Home Artigos

A samaritana e o itinerário vivencial de preparação para o matrimônio

10/03/2026
em Artigos
Tempo de leitura: 6 mins leitura
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Papa a uma esposa traída: “o perdão encontra força na graça de Deus”

(Foto: Vatican Media)

O Itinerário Vivencial Personalizado de Preparação para o Matrimônio pode ser compreendido, de modo muito fecundo, à luz do encontro de Jesus com a mulher samaritana em Jo 4. Não é por acaso que Jesus a encontra junto ao poço como recordou o Papa Francisco, no antigo Oriente o poço era lugar de encontro e, por vezes, até de noivado. Ali, no espaço da sede, do desejo e da verdade, Jesus inicia não uma aula, mas um processo. Ele não começa entregando uma lista de normas; começa pedindo água, abrindo diálogo, despertando a pessoa e conduzindo-a, passo a passo, à revelação do seu mistério.

A pedagogia de Cristo é relacional, paciente, personalizada e vocacional. Por isso, o Evangelho da samaritana ajuda a compreender que a preparação para o matrimônio não pode ser reduzida a um curso breve de conteúdos, mas precisa ser um caminho de encontro, escuta, verdade e discernimento.

A fé daquela mulher amadurece por etapas. No início, Jesus é para ela apenas “um judeu” estranho e inesperado (Jo 4,9); depois, torna-se “Senhor” (Jo 4,11); em seguida, ela o reconhece como profeta (Jo 4,19); e, ao fim do processo, abre-se à revelação messiânica de Jesus: “Sou eu, aquele que fala contigo” (Jo 4,26) e volta à cidade como testemunha, anunciando: “Não será Ele o Messias?” (Jo 4,29). Bento XVI e Francisco leram esse texto justamente como um itinerário de encontro transformador, a mulher passa da desconfiança à abertura, da fuga à verdade, da sede humana ao reconhecimento do Salvador, e da experiência de ser compreendida nasce a missão. Em outras palavras, ela não recebe apenas uma informação sobre Jesus; ela chega a conhecê-lo existencialmente.

É precisamente isso que a Igreja deseja para os noivos. O que está em jogo na preparação matrimonial não é apenas saber como funciona o sacramento, mas discernir diante de Deus se aquele homem e aquela mulher são, de fato, chamados a responder com liberdade e fé à vocação matrimonial. Já em 1996, a Santa Sé ensinava que a preparação para o matrimônio é um kairós, um tempo em que Deus interpela os noivos e suscita neles o discernimento da vocação matrimonial; e acrescentava que esse processo supõe maturação e aprofundamento na fé, podendo até exigir um caminho semelhante ao catecumenato quando a fé está debilitada.

Na mesma linha, a Familiaris consortio pedia que a preparação imediata se organizasse como um caminho de fé análogo ao do catecumenato, para que os homens e mulheres chegassem a uma consciência profunda do mistério de Cristo e da Igreja, da graça e da responsabilidade do matrimônio cristão.

Por isso, não se trata de substituir um curso de noivos antigo por um método mais moderno apenas por gosto pastoral ou preferência organizativa. Trata-se de reconhecer uma necessidade real da Igreja neste tempo. O Papa Francisco insistiu repetidamente na urgência de um novo catecumenato para a preparação matrimonial, e os Itinerários catecumenais para a vida matrimonial retomam explicitamente essa convicção, a preparação não deve ser superficial, pois muitos casais chegam ao casamento com bases frágeis demais, incapazes de sustentar as primeiras crises. O mesmo documento afirma, de forma muito clara, que essas orientações não são um curso de noivos pronto, mas uma proposta de princípios e de caminho, para que cada Igreja local elabore o seu próprio itinerário catecumenal. O foco, portanto, não é dar mais aulas, mas oferecer uma experiência de fé e de encontro com Jesus que permita receber o sacramento com maior consciência.

É nesse horizonte que os encontros do itinerário Vivencial Personalizado proposto pela Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB, podem ser compreendidos. Eles não são um capricho numérico, nem um prolongamento burocrático para dificultar a vida dos que desejam se casar. Eles exprimem a necessidade de um processo. Ele não tem um proprietário que precisa andar pelo Brasil dando formação, os próprios agentes da Pastoral Familiar, como discípulos estão aptos a isso. À luz da samaritana, é possível perceber ao menos oito movimentos espirituais que justificam um itinerário mais amplo: o encontro inicial; o despertar da sede profunda; a quebra dos preconceitos; a confrontação com a própria história; a purificação da imagem de Deus; a abertura à verdade sobre si e sobre o amor; o reconhecimento progressivo de Jesus; e, enfim, a decisão que conduz à missão.

Assim como a samaritana não passa do estranhamento inicial à profissão de fé em um só instante, também os homens e mulheres não deveriam passar da intenção de casar à celebração sacramental sem um caminho sério de escuta, oração, verdade e discernimento. Nem mesmo os que já coabitam há anos, pois coabitar não significa saber a profundidade do sacramento. Aqui está o sentido profundo dos encontros: favorecer a passagem de uma ideia genérica de casamento para uma resposta vocacional amadurecida diante do Senhor.

Além disso, é preciso dizer com franqueza que informação, por si só, não basta. Conteúdos doutrinais são necessários, mas um conteúdo pode ser lido num livro, ouvido numa palestra ou mesmo encontrado na internet. A Igreja, porém, não é chamada apenas a transmitir dados, ela é chamada a gerar discípulos. A Amoris laetitia afirma que, na preparação, não se trata de saturar com demasiados temas, mas de priorizar aquilo que ajude a comprometer-se com um percurso de toda a vida, como verdadeira iniciação ao sacramento. E acrescenta algo decisivo: no coração de cada família deve ressoar o querigma, de modo que se possa dizer a partir da própria experiência: “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem” (1Jo 4,16). Em outras palavras, o matrimônio cristão não se sustenta apenas sobre noções corretas; ele precisa de fé viva, de encontro com Cristo e de um coração evangelizado.

Aqui aparece um ponto delicado, mas muito importante: muitas vezes, a dificuldade de compreender a mudança de chave missionária saindo do antigo curso de noivos e passando para um caminho catequético, revela, em profundidade, uma crise de fé. Sob o pontificado de Francisco, o Sínodo sobre a família afirmou expressamente que a crise da fé comportou também uma crise do matrimônio e da família.

Se a fé está fraca, a preparação mais longa parece exagero; se o sacramento é visto apenas como rito social, qualquer aprofundamento parecerá desnecessário; se Cristo não é reconhecido como centro da vocação conjugal, a pressa vencerá facilmente o discernimento. Por isso, não é duro dizer que, às vezes, a resistência ao caminho não nasce apenas de falta de tempo, mas de uma compreensão insuficiente da fé, do sacramento e da própria vocação. A resposta pastoral da Igreja não deve ser reduzir o processo, mas reavivar a fé.

O itinerário vivencial personalizado, portanto, não existe para aprovar casais nem para atrasar casamentos; existe para ajudar duas pessoas a ouvir a voz de Deus com mais verdade. Os próprios Itinerários catecumenais para a vida matrimonial Doc. 68, afirmam que o objetivo específico da etapa de discernimento é permitir que cada casal chegue a uma decisão livre, responsável e ponderada, contrair o matrimônio ou, se for o caso, reconhecer com sinceridade que não deve casar-se. Esta possibilidade não é fracasso; é honestidade vocacional. Melhor um não discernido antes do altar do que um sim precipitado, inconsistente e depois ferido. O verdadeiro amor não tem medo da verdade; pelo contrário, precisa dela para amadurecer.

No fundo, o que a Pastoral Familiar propõe é uma passagem do modelo escolar para o modelo discipular. Não basta preparar para um dia; é preciso preparar para uma vida. Não basta instruir para a celebração; é preciso iniciar para a vocação. Não basta falar sobre Cristo; é preciso conduzir ao encontro com Ele. A mulher samaritana chegou ao poço com uma bilha e saiu com uma missão. Veio com sua sede e voltou com uma fé nova. Chegou pensando encontrar água e encontrou o Messias. Assim também o homem e a mulher que entram no itinerário de preparação matrimonial não deveriam sair apenas com uma pasta de conteúdos, mas com uma decisão amadurecida diante de Jesus Cristo.

Se, ao fim do percurso, puderem dizer um sim livre, consciente e crente, o caminho terá cumprido sua finalidade. E, se perceberem que ainda não podem dizer esse sim, o caminho também terá sido fecundo, porque os terá poupado de um consentimento sem verdade. Em ambos os casos, a Igreja terá agido como mãe, não oferecendo um rito rápido, mas dedicando tempo, cuidado e amor aos seus filhos. O próprio Papa Francisco observou que a Igreja dedica anos à formação de sacerdotes e consagrados, mas, com frequência, apenas algumas semanas aos que se preparam para o matrimônio; e advertiu que tal desproporção não é justa. Dar tempo aos que querem se casar é, portanto, um dever de amor e de justiça pastoral.

Enfim, o Evangelho da samaritana ilumina de modo admirável o itinerário vivencial personalizado de preparação para o matrimônio, Jesus encontra, escuta, desperta, ilumina, purifica, revela-se e envia. Esse é o caminho catecumenal que a Igreja deseja oferecer aos homens e mulheres. Não um simples curso, mas um processo; não mera doutrinação, mas discipulado; não só informação, mas encontro; não só preparação para casar, mas discernimento vocacional diante do Senhor. Quando isso é compreendido, os oito encontros deixam de parecer excesso e passam a ser vistos como aquilo que realmente são: um serviço concreto da Igreja para ajudar homens e mulheres a reconhecerem Cristo no caminho e, só então, dizerem diante dele um sim verdadeiro à vocação matrimonial.

 

Tags: itinerario vivencialPadre Rodolfo Chagas Pinho
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