Com o tema “A casa como lugar de comunhão, fé, oração e missão”, o Grupo Ágape de casais da Paróquia São Pio, em Brasília, que integra o Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), promoveu na noite de terça-feira (13) uma conferência especial sobre Família, Igreja Doméstica.
A formação foi conduzida pelo padre Rodolfo Chagas Pinho, assessor da Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB e secretário Executivo Nacional da Pastoral Familiar. Ele partiu da citação do Papa Leão XIV no Jubileu das Famílias 2025: “Na família, a fé é transmitida, de geração em geração, juntamente com a vida”.
Em sua exposição, o presbítero retomou o Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium 11: Na família, os pais sejam para os filhos, pela palavra e pelo exemplo, os primeiros mestres da fé. Explicou que a Igreja doméstica não é devoção privada, mas participação real na vida da Igreja. A família é lugar eclesial de iniciação à fé, comunhão e testemunho. A fé começa a ganhar forma antes mesmo da criança saber nomear a Igreja.
Um dos pontos centrais da conferência foi desfazer a falsa oposição entre casa e paróquia. A casa não substitui a paróquia e a paróquia não substitui a casa. A família não é Igreja isolada: pertence a uma comunidade maior. A paróquia acompanha, forma e sustenta; a família encarna a fé no cotidiano.
Citanto a Amoris Laetitia 87, lembrou: “A Igreja é família de famílias”.
Uma santidade cotidiana
Para padre Rodolfo, a Igreja doméstica se constrói diariamente, não por decreto, mas pela forma de amar. A santidade familiar cresce nos pequenos gestos do cotidiano, em referência à Gaudete et Exsultate 16.
O encerramento trouxe o convite à missão. Uma casa cristã não é uma casa fechada. “A família evangelizada torna se família evangelizadora. Visita, acolhe, acompanha, cuida, serve e aproxima”.
Retomando Amoris Laetitia 200, As famílias cristãs são sujeitos principais da pastoral familiar. A fecundidade apostólica acontece no cotidiano: abrir a casa para a Palavra, acompanhar noivos, acolher enlutados, visitar idosos e aproximar afastados.
A conferência foi concluída com uma pergunta deixada para cada casal:
“E se alguém observasse nossa casa durante uma semana? Conseguiria perceber que ali mora uma pequena Igreja? Não porque tudo é perfeito. Mas porque ali se procura amar, perdoar, rezar, cuidar e dar espaço para Cristo habitar.”















