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Home Artigos

Amoris laetitia = A alegria do amor

23/04/2024
em Artigos
Tempo de leitura: 5 mins leitura
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Ano da Família Amoris Laetitia é tema de reunião da Comissão Nacional

Dom Aloísio Alberto Dilli

Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

O mês de agosto sempre recebe um caráter vocacional em nossas comunidades eclesiais. Lembramos e refletimos os diversos estados de vida; rezamos por todos os vocacionados/as. Neste contexto, acontece também a Semana Nacional da Família. Em 2021 desejamos atender também o apelo do Papa Francisco para dar atenção maior para o documento Amoris Laetitia = A Alegria do Amor, que completou cinco anos de publicação, em 19/03/21.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

No documento Amoris Laetitia, o Papa convida todos a cuidar com amor das famílias, porque “elas não são um problema, são, sobretudo, uma oportunidade” (n. 7). Elas são mais caminho dinâmico de crescimento e realização que fardo a carregar a vida inteira. Depois de comentar os principais textos bíblicos que falam da família, segundo o projeto de Deus, tendo a família de Nazaré como ícone, a exortação apresenta as luzes e sombras e os desafios da família atual, considerando-a decisiva para o mundo e a Igreja: “Sua força reside essencialmente na capacidade de amar e de ensinar a amar” (n. 53). Não podemos cair nas lamentações autodefensivas, de doutrina fria e sem vida, em vez de suscitar criatividade missionária. Assim o terceiro capítulo apresenta bela síntese da doutrina da Igreja sobre o matrimônio e a família, como dom de Deus. O Concílio Vaticano II “definiu o matrimônio como comunidade de vida e amor, colocando o amor no centro da família… Cristo Senhor vem ao encontro dos esposos cristãos com o Sacramento do Matrimônio e permanece com eles”, tornando-se ela uma Igreja doméstica (cf. n. 67 e 73), onde o modo de amar de Deus torna-se a medida do amor humano. E continua o Papa Francisco: “Toda rede de relações que hão de tecer entre si, com os seus filhos e com o mundo, estará impregnada e robustecida pela graça do sacramento… Os esposos nunca estarão sós, com as suas próprias forças, enfrentando os desafios que surgem” (n. 74). É neste contexto que a família se torna santuário da vida, lugar onde ela é gerada e cuidada em todas as suas fases.

O documento ainda apresenta rica reflexão sobre o amor (cf. 1Cor 13, 4-7): que se expressa na paciência, no serviço, na amabilidade, no desprendimento, no perdão, sem inveja, sem arrogância e orgulho, sem violência; que se alegra com os outros, que tudo desculpa, que confia, espera e tudo suporta. Em síntese, ressalta o documento: “As alegrias mais intensas da vida surgem, quando se pode provocar a felicidade dos outros” (n. 129). O amor consiste em transformar dois caminhos em um só; num compromisso público de amor, de forma exclusiva e definitiva, mesmo com riscos. É um amor que se manifesta, supera barreiras, cresce em rica intimidade e dura até a morte. A aparência física muda, mas a atração amorosa continua. Para tal o diálogo será decisivo. Há pessoas que não se casam, mas consagram sua vida por amor a Cristo e aos irmãos: “A virgindade e o matrimônio são – e devem ser – modalidades diferentes de amar, porque o homem não pode viver sem amor” (n. 161).

O verdadeiro amor não se esgota no próprio casal. Ele está aberto à vida, qual presente de Deus, único e sem igual, confiado ao pai e à mãe: “Cada criança está no coração de Deus desde sempre e, no momento em que é concebida, realiza-se o sonho eterno do Criador… Pai e mãe mostram aos seus filhos o rosto materno e o rosto paterno do Senhor” (cf. n. 166, 168, 172, 222). A família, em sentido amplo, torne-se escola de cuidados recíprocos, de sociabilidade: pais, filhos, avós, sociedade.

O Papa insiste que não bastam anúncios teóricos sobre a família, desligados dos problemas reais das pessoas. Este contexto exige formação adequada dos presbíteros, seminaristas, consagrados e dos diversos agentes no campo catequético e pastoral, sobretudo familiar. Destaque particular dá o Santo Padre aos noivos na preparação do Matrimônio para que descubram a riqueza e o valor deste sacramento: “Aprender a amar alguém não é algo que se improvisa, nem pode ser o objetivo de um breve curso antes da celebração do matrimônio” (n. 208). Não basta atração mútua, mas é preciso conhecer-se, ter capacidade de renúncias, de estabilidade, de união perene. Haja coragem para renunciar às propostas da sociedade de consumo que absorvem tanto os recursos econômicos como as energias e a alegria, deixando os noivos exaustos para o momento da celebração, na qual decidem suas vidas para o futuro: “Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo” (n. 212).

O matrimônio nunca pode ser entendido como algo acabado; por isso torna-se indispensável que os cônjuges sejam acompanhados para enriquecer e aprofundar a decisão, sobretudo, nos primeiros anos do matrimônio, sem ferir o protagonismo de sua história. Em cada nova etapa da vida é preciso negociar novamente os acordos para que ambos cresçam: “Assumir o matrimônio como um caminho de amadurecimento, onde cada um dos cônjuges é um instrumento de Deus para fazer crescer o outro” (n. 221). O matrimônio cristão, na sua identidade, abre-se à nova vida: “Os filhos constituem um dom maravilhoso de Deus, uma alegria para os pais e para a Igreja” (n. 222). Os casais podem fortalecer sua vida de amor com o apoio da pastoral familiar e, sobretudo, pela força da oração e da Palavra de Deus.

A história de uma família é também marcada por crises. Além daquelas que são pessoais, econômicas, laborais, afetivas, sociais, espirituais, surgem as de todos: crise ao início; da chegada dos filhos e sua educação; do ‘ninho vazio’, da velhice dos pais ou outras, as quais podem afetar a união do casal. O perdão e a reconciliação são fundamentais para que cada situação se torne oportunidade de recriar o amor. Diz ainda o Papa: “Há casos em que a separação é inevitável… remédio extremo, depois que se tenham demonstrado vãs todas as tentativas razoáveis” (n. 241). Pessoas divorciadas com nova união não estão excomungadas; fazem parte da Igreja. Os processos de nulidade matrimonial sejam mais agilizados. Os filhos não sejam usados como vítimas das desuniões; e mais: “Não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimônio e a família” (n. 251). No final do cap. VI aborda-se a morte, com perspectiva de esperança na vida eterna: “A pessoa amada não precisa de nossa tristeza, nem deseja que arruinemos nossa vida” (n. 255). A união dos falecidos conosco não se interrompe. Uma maneira de nos comunicarmos com os entes queridos, que já partiram para a eternidade, é rezar por eles e tornar sua intercessão mais eficaz em nosso favor.


Fonte: CNBB

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  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
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