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Home Noticias Família Casos Especiais

Como conciliar a relação entre Estado, educação sexual e família?

17/12/2020
em Casos Especiais, Família
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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Questionamentos sobre a proposta de educação sexual do governo são apresentadas para reflexão por padre Rafael Fornasier.

Crianças ao pôr do Sol.

Existe uma parceria crescente entre Ministério da Saúde e da Educação no sentido de se transmitir na escola orientações no tangente à sexualidade. Desta parceria, materiais pedagógicos têm sido elaborados e propostos aos educadores. Isso tem causado reações por parte de pais, não só daqueles que têm e praticam uma religião, mas também daqueles que, através do bom senso, reagem ao conteúdo que é oferecido ou ao modo como este é veiculado por iniciativa destes ministérios e secretarias. Cartilhas são preparadas no intuito de fornecer material de apoio aos professores e pais. A partir de orientações em âmbito nacional, percebe-se o aumento de iniciativas por parte das secretarias estaduais e municipais da educação, que adotam cartilhas produzidas por grupos de estudo sobre a orientação sexual, a chamada diversidade de gênero, incluindo a questão homossexual, a prevenção de doenças e a gravidez (métodos contraceptivos). Com a adoção destes materiais em várias partes do Brasil, reações de professores e pais, bem como de ações em âmbito jurídico, deve-se, portanto, afirmar que nem tudo que se propõe é positivo.

Como avaliar a postura do governo através de seus ministérios e secretárias? Que princípios norteiam sua proposta de educação sexual? Que conclusões podemos tirar a partir não só de reações isoladas, mas também em nível coletivo e jurídico, sobre os textos orientativos? Como avaliar o papel da família e dos educadores no âmbito destas propostas?

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Alguns apontam hoje para uma tendência do Estado em querer substituir à família no que concerne a educação das crianças, adolescentes e jovens (postura estatizante). Por um lado, fazendo apelo aos direitos das crianças e, por outro, criando seu próprio departamento de planejamento familiar, que, no fundo, não leva em conta os interesses da família, mas tende a propor seu ponto de vista em função de estudos de especialistas, que, muita vezes, sequer têm a família como horizonte ou a valorizam. Por exemplo, num documento Europeu que aborda a questão da educação sexual, fala-se claramente em se evitar a intromissão da família ou da sociedade a respeito dos direitos sexuais individuais. Mas, ao mesmo tempo, conta com esta, porém, não como primeira responsável.

O papel da família (comunidade eclesial) na educação sexual

Na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1950) lemos o seguinte:

Artigo XII – Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XXVI – 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Nossa Constituição Federal não trata do assunto. Mas a Lei de Diretrizes Básicas da Educação (1996) afirma o que segue:

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

A lei também pede a articulação com a família e a comunidade e não trata da educação sexual e da questão de gênero. Porém, muitas vezes a família é mais cobrada do que envolvida no processo de orientação da educação.

Embora nos Parâmetros Curriculares Nacionais, em particular no tema da orientação sexual e, portanto, da educação sexual, considera-se o ensino nesta área como complementar à educação familiar, muitas vezes, existe uma inclinação a não considerar a família como primeira instância educativa e, ao mesmo tempo, a cobrança sobre ela é muito grande:

Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (ECA, 2010)

Considerações

Uma necessária educação para o amor deve ser abraçada, levando em conta os aspectos fisiológico, psíquico, cultural, social e espiritual a partir de uma antropologia adequada, ou seja, uma visão do homem e da mulher que dê conta da sua dignidade humana e sua realização como pessoa.

A família deve acompanhar o projeto político da escola para aí se debater o que se deve ou não, ou como se poderia abordar a questão da sexualidade. Os pais deveriam estar mais presentes neste processo. Veja-se, por exemplo, a cartilha preparada pelo próprio MEC, em parceria com diversas entidades, inclusive a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que lembra o papel dos pais. Iniciativa positiva, mas que deveria se repetir ao se tratar de assuntos vitais abordados na escolha, e não só em relação ao acompanhamento escolar do filho como um todo. Neste sentido, é cada vez mais necessário estar atento às cartilhas propostas e ao que se deseja incluir na grade curricular do ensino fundamental e médio.

*Sacerdote, mestre em Teologia Dogmática e assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família da CNBB.

**Artigo publicado originalmente na edição n.96 da Revista Vida e Família. 

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  • Uma reflexão sobre o documento do Dicastério para a Dountrina da Fé! Salve este post!

➡️Como recorda o documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, a família é o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé. É ali que as crianças têm suas primeiras experiências de confiança, amor e proximidade com Deus.
Por isso, a missão dos pais não se limita a ensinar sobre Jesus, mas também a conduzir os filhos a uma experiência pessoal com Ele, contando com o apoio e a caminhada da comunidade eclesial.
A fé que recebemos também é um dom que somos chamados a transmitir!
  • Neste Dia de Finados, nossa oração se volta tanto para aqueles que partiram quanto para as famílias e pessoas que enfrentam a dor da despedida.
A Pastoral Familiar conta com os Grupos de Perdas e Viuvez, que prestam um importante serviço de acolhimento, escuta e partilha com pessoas enlutadas.
Também recomendamos o livro Perdas e Viuvez: Partilhando Vidas, disponível na Loja da Pastoral Familiar, como um recurso para conhecer e aprofundar essa realidade.
📖 Conheça a publicação: lojacnpf.org.br
Que nossas comunidades sejam lugares onde ninguém precise viver sua dor sozinho. Que o amor de Deus sustente cada pessoa e cada família que sente saudade.
  • Neste domingo, celebramos Todos os Santos e recordamos que é possível caminhar rumo ao céu por meio das pequenas escolhas de cada dia: amar, perdoar, acolher, servir e viver as bem-aventuranças.

Que nossa família encontre, na vida dos santos, inspiração para crescer na fé e fazer de cada gesto uma expressão do amor de Deus. 

Convidamos vocês a lerem juntos o Evangelho e escolherem uma bem-aventurança para colocar em prática durante a semana.
  • A santidade não é uma realidade distante ou reservada a poucas pessoas. É um chamado que alcança também a vida cotidiana, os relacionamentos e a convivência familiar.
Neste dia de Todos os Santos, peçamos a Deus a graça de construir lares onde o amor seja cultivado, o perdão encontre espaço e a fé seja testemunhada todos os dias.
Que os santos intercedam por nossas famílias.
  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
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