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CF 2022: bispos divulgam Carta às famílias, educadores e gestores

10/03/2022
em No Brasil
Tempo de leitura: 6 mins leitura
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CF 2022: bispos divulgam Carta às famílias, educadores e gestores

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tornou pública, neste domingo, 6 de março, no Santuário Nacional de Aparecida, durante a Missa Solene de abertura da Campanha da Fraternidade 2022, a “Carta do Episcopado Brasileiro às famílias, aos educadores e gestores por ocasião da Campanha da Fraternidade 2022”.

A ideia, ao oferecer o texto, é divulgar uma mensagem de proximidade para aqueles que muitas vezes não têm acesso a todos os textos da Campanha. A carta, aprovada pelos bispos do Conselho Pastoral e Permanente da CNBB, convida as famílias, os educadores e gestores a acolherem a proposta da educação cristã, uma proposta que busca formar a pessoa na sua integralidade é voltada e direcionada à promoção do bem comum e também apresenta uma esperança na humanidade e no papel que a educação tem.

Conheça, no vídeo abaixo, uma síntese da carta e, na sequência, a íntegra do documento

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Carta do Episcopado Brasileiro às famílias, educadores e gestores por ocasião da Campanha da Fraternidade 2022

“Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf. Pr 31,26).

Ao iniciar a Quaresma de 2022, nós, bispos católicos do Brasil, com coração de pastores, movidos pela força do amor de Deus e da missão que nos foi confiada, dirigimo-nos a todas as famílias, aos educadores e aos gestores, para lhes falar de um tema tão caro a nós todos, a educação. Ao escutar o apelo à conversão, próprio do tempo quaresmal, contemplamos a realidade da educação e precisamos descobrir gestos concretos de mudança e transformação pessoal que tenham resultados no âmbito da educação.

Reconhecimento e gratidão

“Suplicamos-vos, irmãos, que reconheçais aqueles que arduamente trabalham entre vós.
Tende para com eles singular amor, em vista do cargo que exercem” (1Ts 5,12-13).

Reconhecemos o caminho que se fez no Brasil referente à educação e elevamos a Deus nossa gratidão por tantas pessoas de boa vontade que se dedicaram e se dedicam à missão de educar inspirados em Cristo Mestre e educador da vida e do amor.

Prezadas famílias, nossa gratidão a vocês que se esforçam a cada dia assumindo sua laboriosa missão de educar. Vocês têm compreendido sua missão educadora: “Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar” (Pr 22,6). Sabemos que a educação não é função exclusiva da escola, mas um esforço coletivo, um dever tanto das famílias quanto do Estado, uma obra a ser feita em mutirão!

Obrigado, educadores e educadoras das redes públicas municipal, estadual e federal e da rede privada, confessional e comunitária, espalhados por todos os rincões do país. Vocês levam conhecimento, novos horizontes e cidadania ao incontável número de estudantes abrindo-lhes novas oportunidades de sonharem seus projetos de vida. Reconhecemos o valor de sua profissão de educadores que consagraram e consagram sua vida à missão de educar, enfrentando com compromisso ético-profissional os desafios próprios das estruturas e condições de trabalho assim como do próprio sistema educacional. Nossa gratidão também aos gestores públicos que se esforçam por cumprir a implementação do direito constitucional do ensino universal e gratuito para o povo brasileiro.

Com a pandemia da COVID-19, escolas foram fechadas. É preciso agradecer, de modo muito particular às famílias e outros agentes educativos que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades enfrentadas. Nossa gratidão e reconhecimento por seus esforços, compromisso e humanismo. Com certeza, a pandemia teria consequências muito mais devastadoras se não fosse a atuação das famílias e professores(as), pessoas de boa vontade e espírito solidário e abnegado que demostraram assim que educação também se faz com paixão.

Pelo Pacto Educativo Global

“Levanta-te e come, porque tens um longo caminho a percorrer” (1Rs 19,7).

No entanto, apesar de todos os avanços que merecem não só nosso reconhecimento como também nossa gratidão, é urgente afirmar que este é um caminho inconcluso, que há muito a se fazer, que talvez o Brasil ainda esteja no início de seu processo de consolidação educacional. Afinal, educar exige o esforço e dedicação das famílias, dos educadores, das instituições, do Estado e principalmente de toda sociedade. Exige também investimento ostensivo, diretrizes e políticas públicas claras, acompanhamento sistemático e empenho geral de toda a sociedade. E isso não se faz de um dia para o outro, nem sem um projeto de Estado, para além de projetos pontuais de governos.

Famílias, vocês são chamadas a rever seu compromisso com a educação de seus filhos atuando sempre mais de maneira colaborativa e cooperativa com a escola e os educadores. Por sua vez, vocês educadores são chamados a avaliar de que maneira sua prática docente tem colaborado na formação humana, ética e cidadã de seus estudantes. Vocês gestores, precisam discernir profundamente como os programas, currículos e políticas educacionais colaboram na construção de um novo modelo de sociedade, preparando pessoas para a vida e não apenas para o mercado.

É urgente uma reforma de mentalidade que torne a educação realmente prioridade. O Brasil precisa de uma mudança realmente completa, radical, na qual a educação seja prioridade do Estado brasileiro e de toda sociedade como nos propôs o Papa Francisco no Pacto Educativo Global.

E, para que este processo educacional seja levado a bom termo, isto é, torne os homens e mulheres mais humanos, é necessário olhar a pessoa como um todo, complexa e indivisível. Não é à toa que o mandamento maior do Senhor anuncia que é preciso amar de todas as formas e por todas as dimensões da existência: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento; e a teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10,27).

Nossas esperanças

“O Senhor é bom para quem nele confia, para a alma que o procura. Bom é esperar” (Lm 3,25-26).

Nossa mais viva esperança é que as famílias, os educadores, os gestores, as escolas e a sociedade em sua totalidade assumam com entusiasmo e coragem sua missão na aldeia educativa de forma participativa e colaborativa. Cada lar seja um autêntico ambiente educativo, no qual, por meio do encontro de gerações, se partilhe vivamente as experiências edificando pessoas conscientes de sua história. Nossa esperança é que as escolas e universidades sejam centros de excelência não só acadêmica, mas também humanística. Que acolham todos os estudantes, especialmente os mais pobres e desamparados, oferecendo-lhes uma oportunidade de vida diferente, com mais esperança e alegria de viver. Nossa firme esperança é que cada educador receba o apoio necessário no exercício de sua missão educativa e assim desperte e acompanhe as novas gerações na construção de projetos de vida que tenham como horizonte o bem comum e a fraternidade. Por fim, esperamos que os gestores conscientes de seu importante papel priorizem políticas públicas de projetos educativos inclusivos.

Educar é uma tarefa exigente, que se faz com paixão e com coragem frente aos desafios. Mas não estamos sozinhos neste esforço diário. Assistidos pela graça divina e amparados pelas luzes do Espírito de Deus, temos esperança de que este caminho, já iniciado pelo povo brasileiro e que continua a ser trilhado, ora com grandes avanços ora com preocupantes retrocessos, chegará um dia a bom termo.

Nós, bispos do Brasil, em total espírito de serviço aos irmãos e irmãs, colocamo-nos à disposição para ajudar neste processo. A Igreja é solidária à causa educacional e nós, seus pastores, queremos continuar empregando todos os meios e recursos dos quais dispomos para ajudar neste amplo processo transformador da sociedade brasileira. Afinal, tudo o que toca a educação toca diretamente a sociedade.

Convocamos todas as famílias, comunidades, paróquias, dioceses para abraçarem a causa da educação em prol de uma humanidade fraterna. Renovando o processo educacional, temos certeza de que renovaremos as estruturas institucionais do Brasil em favor de um novo tempo para nosso país.

Que o Senhor, Pai de toda sabedoria e Deus das luzes, nos guie a todos e nos ampare em todos os nossos esforços! Que Maria e José, os educadores de Jesus, Filho de Deus, nos inspirem com seus exemplos e nos ajudem a sermos todos aprendizes e servidores do Evangelho da vida. Que a força renovadora da Páscoa sustente nossos sonhos e missão.

Aparecida (SP), 6 de março de 2022

CNBB
Tags: CF 2022CNBBeducaçãoFamília e Educação
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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • Uma reflexão sobre o documento do Dicastério para a Dountrina da Fé! Salve este post!

➡️Como recorda o documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, a família é o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé. É ali que as crianças têm suas primeiras experiências de confiança, amor e proximidade com Deus.
Por isso, a missão dos pais não se limita a ensinar sobre Jesus, mas também a conduzir os filhos a uma experiência pessoal com Ele, contando com o apoio e a caminhada da comunidade eclesial.
A fé que recebemos também é um dom que somos chamados a transmitir!
  • Neste Dia de Finados, nossa oração se volta tanto para aqueles que partiram quanto para as famílias e pessoas que enfrentam a dor da despedida.
A Pastoral Familiar conta com os Grupos de Perdas e Viuvez, que prestam um importante serviço de acolhimento, escuta e partilha com pessoas enlutadas.
Também recomendamos o livro Perdas e Viuvez: Partilhando Vidas, disponível na Loja da Pastoral Familiar, como um recurso para conhecer e aprofundar essa realidade.
📖 Conheça a publicação: lojacnpf.org.br
Que nossas comunidades sejam lugares onde ninguém precise viver sua dor sozinho. Que o amor de Deus sustente cada pessoa e cada família que sente saudade.
  • Neste domingo, celebramos Todos os Santos e recordamos que é possível caminhar rumo ao céu por meio das pequenas escolhas de cada dia: amar, perdoar, acolher, servir e viver as bem-aventuranças.

Que nossa família encontre, na vida dos santos, inspiração para crescer na fé e fazer de cada gesto uma expressão do amor de Deus. 

Convidamos vocês a lerem juntos o Evangelho e escolherem uma bem-aventurança para colocar em prática durante a semana.
  • A santidade não é uma realidade distante ou reservada a poucas pessoas. É um chamado que alcança também a vida cotidiana, os relacionamentos e a convivência familiar.
Neste dia de Todos os Santos, peçamos a Deus a graça de construir lares onde o amor seja cultivado, o perdão encontre espaço e a fé seja testemunhada todos os dias.
Que os santos intercedam por nossas famílias.
  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
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