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Home Noticias Vida Início da Vida

Campanha pró-aborto confunde leitores ao “ilustrar” bebê no começo da gestação

01/11/2022
em Início da Vida
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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Campanha pró-aborto confunde leitores ao “ilustrar” bebê no começo da gestação

Uma campanha pró-aborto norte-americana chegou a meios de comunicação brasileiros com a promessa de mostrar em fotos como é um bebê no começo da gestação. Para tentar provar que não há embrião visível até a 9ª semana, e desacreditar as iniciativas de promoção, defesa e cuidado com a vida desde o seu início, são apresentados tecidos extraídos de abortos e que passaram por um processo de lavagem.

O material publicado afirma se tratar de “imagens reais mostrando o desenvolvimento do embrião no inicio da gravidez”. Entretanto, os registros ignoram a possibilidade de visualizar o desenvolvimento do ser humano em suas fases iniciais de formação por exames como a ultrassonografia.

Imagem de saco gestacional divulgada pela campanha de clínica de aborto dos EUA

“O que se mostra, assumidamente, é tecido placentário, o ‘saco embrionário’. O embrião está ausente ou oculto por esse tecido. Mas técnicas modernas permitem visualizar esse embrião vivo, intraútero, contemplando com nossos olhos a realidade dos fatos“, explica a a professora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no eixo início da vida, Dra. Lenise Garcia.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Ela cita o documentário da National Geographic, mostrando o embrião de 9 semanas em toda a sua atividade vital:

Com um veredicto a partir das fotos, a campanha norte-americana tenta justificar a escolha por um aborto por não haver “embrião visível ou qualquer coisa que se pareça com um bebê”. São princípios ultrapassados e ignoram a dignidade humana, segundo especialistas.

Princípios ultrapassados

A doutora Maria Emília de Oliveira Schpallir Silva, médica, doutora em Bioética e também membro da Comissão de Bioética da CNBB, explica que a genética moderna considera ultrapassado o critério morfológico ou anatômico para definir a espécie: “o critério utilizado hoje é o de interfecundidade, podendo a espécie apresentar tipos morfológicos bem distintos o que inviabiliza utilizar-se uma fase para designar o início de um novo ser humano”. Isso é verificado, por exemplo, pelo fato de que o ser humano está em constante mudança nas várias fases da vida.

Ela continua citando Vincent Bourguet, ressaltando que tomar como base os princípios morfológico ou anatômico “seria ignorar os critérios de individualidade e individuação, que são contemplados pelo embrião a partir da fecundação da qual decorre um genótipo absolutamente original, porém especificamente humano e individuado, que assumirá o comando metabólico do desenvolvimento embrionário”. Segundo Dra. Maria Emília, afirmar que um embrião é “potencial” é confundir “humano” com “adulto”.

Dignidade humana

A campanha ignora também a dignidade humana do embrião contida desde a fecundação, como explica Dra. Lenise Garcia.

“A dignidade de um ser humano não depende de já apresentar as características morfológicas de uma criança. Entretanto, a realidade é que, com nove semanas, a maior parte dessas características morfológicas já está, sim, presente. É um ser humano que já tem rosto e um coração que bate, aliás bem acelerado“, explica

Imagens reais e ilustrações contidas nos livros de embriologia possibilitam verificar as fases iniciais da formação humana nas primeiras semanas de gestação.

A partir das quatro semanas, é possível ouvir os batimentos cardíacos. Da sétima em diante, é possível perceber respostas reflexas à dor e à pressão. Na 8ª semana, tem-se o primórdio de todos os órgãos e é possível registrar as ondas da atividade elétrica do tronco cerebral e há o início dos movimentos fetais, percebidos pela mãe a partir da 18ª semana.

A 9ª semana abre a chamada fase fetal. Ao se chegar às 12 semanas, a estrutura cerebral está completa. Entre 12 e 16 semanas, o corpo está completamente formado.

Sobre a nona semana, Dra. Lenise comenta: “Esse pequenino ser humano tem cerca de 2 cm de comprimento. Tão visível, portanto, como uma cereja”.

Manipulação

Dra. Lenise Garcia, que presidiu o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, observa como uma manipulação “negar a evidência científica, a fim de se defender uma causa”.

“Não podemos nos deixar enganar, tendo em conta que há pessoas que se utilizam de qualquer estratagema para defender posições que não são científicas, embora queiram passar como tais. Por trás estão interesses ideológicos e também econômicos, que desrespeitam a dignidade de cada ser humano“, reforça.

Tags: AbortoBioéticaServiço à VidaVida
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📅 6 a 8 de novembro
📍 Foz do Iguaçu (PR)

Família, torna-te aquilo que és: do anúncio da vocação ao acompanhamento das famílias.

Venha viver esse momento de formação conosco!

Inscrições abertas e vagas limitadas. Acesse o link da bio para se inscrever.
  • O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, fizeram um balanço da participação brasileira no encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, realizado entre os dias 7 e 14 de outubro, no Vaticano.

Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
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