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Home Noticias Igreja

Conheça a história do mártir Peter To Rot, que defendeu o matrimônio e será canonizado no domingo (19)

17/10/2025
em Igreja, No Mundo
Tempo de leitura: 5 mins leitura
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Conheça a história do mártir Peter To Rot, que defendeu o matrimônio e será canonizado no domingo (19)

Neste domingo (19), na celebração do Dia Mundial das Missões, a Igreja Católica vai canonizar o mártir Peter To Rot, da Papua Nova Guiné. A sua santidade floresceu no contexto da estreita colaboração entre sacerdotes e leigos na obra missionária, especialmente aquela conduzida pelos Missionários do Sagrado Coração (MSC).

“Ele, o ‘jovem da missão’, estava muito doente e morreu”. Assim dizia ironicamente o policial To Metapa ao ir verificar com os próprios olhos que Peter To Rot havia morrido. Pouco antes, o médico da prisão onde ele estava detido havia injetado nele um suposto medicamento e lhe dado um xarope para beber, supostamente para curar seu resfriado. A ingestão dessas substâncias causou-lhe ânsia de vômito, que o próprio médico o impediu de expelir, cobrindo-lhe a boca.

Este foi o martírio deste “jovem da missão”. O de uma pessoa totalmente absorta na obra missionária. O martírio de um catequista nativo de Papua que aprendeu a amar Jesus com os Missionários do Sagrado Coração.

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Quem foi

Peter To Rot nasceu em Rakanui, um povoado na ilha de Nova Bretanha, na Papua Nova Guiné, em 1912. Mas pode-se dizer que a história de sua santidade teve início 14 anos antes, com o batismo de seus pais. Esse fato foi extremamente importante para a evangelização daquela região do Pacífico.

 

Seu pai, Angelo To Puia, era o líder de sua comunidade. Ele foi um dos primeiros a ser batizado na missão, juntamente com sua esposa, Maria Ia Tumul. O fato de uma autoridade entre os nativos receber esse sacramento cristão significou a aceitação dos ensinamentos de Jesus e, muito importante, também a renúncia às práticas de bruxaria e canibalismo, muito presentes na cultura daquele povo, bem como a outras práticas contrárias ao Evangelho.

 

A irmã de Peter To Rot falou sobre sua família quando foi interrogada durante o processo de beatificação: “Meu pai era um dos líderes do clã. Ele sempre se importou com os filhos, com a nossa educação, com os conselhos que recebíamos e com o nosso bem-estar geral. Nossa família era conhecida como uma família verdadeiramente católica, e nossos pais nos criaram nessa fé.”

Os pais de Peter To Rot tinham uma relação muito próxima com os missionários. Eles ajudaram a construir a missão, doaram terras para a igreja, a escola e o lar missionário. Era uma família muito gentil e comprometida com a comunidade, sempre prontos a ajudar os necessitados.

Pe. Joseph Theler, MSC, explica na Positio para a beatificação de Peter To Rot que “Angelo To Puia era um líder rico e gentil. Sem dúvida, era a pessoa mais respeitada nas áreas de Navunaram e Rakunai. Era considerado o protetor dos nativos.”

Com esses antecedentes familiares, Peter To Rot demonstrou um interesse muito especial pela Eucaristia desde cedo, oferecendo-se para ajudar na Missa diária. A Eucaristia era para ele um pilar fundamental em sua vida de fé. Pe. Theler também relata que “o padre Ulrich, MSC, que havia sido nomeado responsável pela missão em 1926, queria coroinhas voluntários para compilar a lista semanal, mas, ao mesmo tempo, queria que fossem responsáveis ​​e comparecessem regularmente. Mais uma vez, To Rot foi o primeiro a dar seu nome. Quando perguntavam às crianças na escola quem havia rezado as orações da manhã e da noite, To Rot sempre levantava a mão para indicar que o havia feito.”

 

Era tamanha a fé de Peter To Rot que o Pe. Carl Laufer, MSC, levantou a possibilidade de ele se tornar padre, mas seu pai respondeu: “Não, padre, não creio que alguém em nossa geração esteja pronto para se tornar sacerdote. É muito cedo para isso. Talvez um dos meus netos ou bisnetos tenha a mesma sorte. Mas se o senhor quer que To Rot se torne catequista, mande-o para a Escola para Catequistas em Taliligap.”

Aos 18 anos, Peter To Rot ingressou na escola de catequese dirigida pelo Pe. Joseph Lakaff, MSC. É preciso dizer que o conceito de catequista na missão é o de uma pessoa muito comprometida com a comunidade, um guia, um ponto de referência para todos os seus membros. O Pe. Lakaff assim o definia: “O catequista é um verdadeiro missionário. É um explorador, um mestre nos lugares mais remotos, um vigia. Ele prepara o solo nos campos não arados onde a semente da fé será lançada. Ele alerta para os perigos e prepara o caminho para o triunfo final da fé. Pois como os catequistas conhecem bem a mentalidade de sua gente, seus estilos de vida, as tradições, as ideias sobre os vários aspectos da vida e sua língua, dão ao sacerdote que trabalha entre um povo nativo, com sua ajuda, uma clara vantagem em relação ao missionário estrangeiro.”

Os catequistas são pessoas tão envolvidas no trabalho apostólico que, em muitas partes do mundo, chegaram a dar as suas vidas para continuar sua missão evangelizadora quando os sacerdotes, os missionários ou as missionárias foram expulsos, presos ou mortos. Este também é o caso de Peter To Rot.

Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o exército japonês invadiu Papua-Nova Guiné. Na primeira fase, todos os sacerdotes foram presos, mas a atividade pastoral das missões foi permitida. Foi nesse contexto que os catequistas, e em particular Peter To Rot, desempenharam um papel decisivo para manter viva a fé nas comunidades.

Progressivamente, no entanto, a liberdade religiosa foi limitada até ser completamente suprimida em 1944. “As cabanas dos nativos eram regularmente revistadas em busca de livros religiosos, crucifixos, medalhas, imagens sagradas, etc. Possuir qualquer documento escrito era perigoso”, escreveu o padre Laufer, MSC. Peter To Rot, no entanto, conseguiu esconder o registro da missão, juntamente com suas anotações pessoais, no telhado de palha da escola. “O que até então era permitido e praticado em termos de orações, serviços dominicais e educação, agora estava proibido, pelo menos externamente”, explicou o sacerdote.

As autoridades reuniram os catequistas nas delegacias de polícia, obrigando-os a interromper toda a atividade pastoral. A resposta de Peter To Rot foi determinada: “Eles levaram nossos sacerdotes, mas não podem nos proibir de ser católicos e de viver e morrer como tais. Eu sou o seu catequista e cumprirei meu dever, mesmo que custe a minha vida”, recordou o padre Laufer.

Peter continuou a sair secretamente à noite para se reunir com pequenos grupos de fiéis, guiando as orações, dando catequese e, quando necessário, administrando batismos ou abençoando casamentos. Ele assumiu plenamente sua responsabilidade como catequista na ausência dos missionários, determinado a não abandonar a comunidade cristã.

Além da perseguição religiosa, as autoridades japonesas tentaram reviver práticas antigas que haviam quase desaparecido, como a poligamia, na tentativa de conquistar o favor dos líderes locais. Peter To Rot opôs-se abertamente a isso e tornou-se um ferrenho defensor do casamento cristão. Essa atitude o levou a entrar em conflito com figuras influentes, incluindo policiais e juízes, que buscavam se casar com mulheres já casadas. Um deles, o policial To Metapa, ordenou sua prisão.

Durante sua prisão, Peter To Rot manteve uma serenidade extraordinária. Não se arrependeu de seus atos e defendeu firmemente sua fidelidade ao Evangelho e seu papel como catequista até o fim. Poucas horas antes de seu martírio, ele disse: “Estou preso por aqueles que quebram seus votos matrimoniais e por aqueles que não querem ver a obra de Deus progredir. Isso é tudo. Devo morrer. Já fui condenado à morte.”

*Com informações do Vatican News
Tags: IgrejamatrimônioMissões
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Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.

Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?

O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.

Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
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