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Home Noticias Vida Políticas Públicas

Dom Ricardo Hoepers: “Precisamos de mais leitos de UTI”

04/03/2021
em Políticas Públicas, Vida
Tempo de leitura: 5 mins leitura
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Dom Ricardo Hoepers: “Precisamos de mais leitos de UTI”

Diante do crescente número de casos de coronavírus no País e da possibilidade de um colapso no Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família e bispo do Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, em nota, cobra mais leitos de UTI para a população e uma melhor gestão da pandemia por parte do poder público.

“É urgente uma mobilização pública em torno do tema, uma melhor eficiência do sistema regulatório para os leitos de UTI e uma adequação mais eficaz diante das demandas. É um desrespeito e uma desumanização ficar escamoteando a real situação colocando pessoas em risco ainda maior”, disse dom Ricardo.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Foto: Mufid Majnun/Unsplash

O bispo de Rio Grande também alertou sobre a transferência indevida de pacientes para outras cidades por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “Já deveria ter sido estruturado um sistema mais eficiente, diante da projeção que se fazia para esse ano de 2021. Mas, parece que subestimaram o vírus, ou realmente não priorizaram a saúde da população. Dessa forma, entendemos que não se resolve o problema da falta de leitos de UTIs, transferindo a responsabilidade para o SAMU encontrar vagas ou minimizando a situação com uma “aparente solução” que provém da mudança de local”, apontou.

Por fim, Dom Ricardo ressaltou o dever de toda a sociedade neste momento de crise. “Talvez, muito desse cenário se deve ao nosso laxismo e negacionismo em relação ao COVID-19. Temos o dever moral de seguir os protocolos, respeitar o distanciamento social, usar máscara e, enfim, tomar todo o cuidado necessário para evitar a disseminação do vírus e suas cepas. Somente unidos podemos vencer essa pandemia”, destacou.

Leia a nota na íntegra:

Urgente: mais leitos de UTI!

Estamos vivendo um momento muito delicado da Pandemia. A Covid-19 continua a preocupar o sistema de saúde e as estruturas começam a colapsar novamente. Todos nós estamos acompanhando a real situação, não tanto pelos meios de comunicação, mas pelos casos reais de nossos familiares que precisam utilizar o sistema de saúde: a situação é séria, muito séria mesmo! E o pior de tudo: neste cenário de caos, percebemos falta de clareza, competência e seriedade na condução da crise.

Hoje, se eu e você, precisarmos de uma vaga na UTI, teremos que entrar na fila de espera. Só nesta última noite (de 02 para 03 de março) foram 700 pedidos de leitos de UTI no Estado do Rio Grande do Sul, sendo que destes, 400 eram para pacientes com COVID e 300 para outras doenças. A demanda é muito maior do que a estrutura pode suportar.

O que vemos, então, no dia a dia? Uma transferência indevida de responsabilidade. O Sistema Estadual de Regulação de Leitos de UTI que deveria resolver a demanda atual de falta de leitos estruturados, vem minimizando a situação delegando transferências de cidade para cidade, de hospital para hospital. Com isso, a Central de Regulação de Urgências (SAMU) se vê obrigada a transferir pacientes graves de uma emergência para outra emergência, mesmo sabendo que não há garantia que surgirá uma vaga na UTI do hospital para onde está sendo transferido. Já houve casos de óbito durante o translado. Alguns casos simplesmente não havia critério ou lógica nenhuma na mudança de local. Outra situação grave é a questão local, já que esses translados deixam a região descoberta para o atendimento de urgências e emergências não infecciosas, tais como acidentes, suicídios, infartos, AVCs, agressões por arma de fogo e arma branca, entre outros.

Portanto, é bom lembrar que cabe ao Sistema Estadual de Regulação de Leitos de UTI garantir a seguridade e a integridade dos pacientes que estão cadastrados a espera de uma vaga. A Pandemia não começou ontem. Já deveria ter sido estruturado um sistema mais eficiente, diante da projeção que se fazia para esse ano de 2021. Mas, parece que subestimaram o vírus, ou realmente não priorizaram a saúde da população. Dessa forma, entendemos que não se resolve o problema da falta de leitos de UTIs, transferindo a responsabilidade para o SAMU encontrar vagas ou minimizando a situação com uma “aparente solução” que provém da mudança de local.

Sabemos que numa grande parte dos nossos Municípios encontramos um Pronto Atendimento ou hospital comunitário sem a complexidade necessária para o tratamento da COVID-19 e sem UTI, e até sem respirador. A pressão sobre os gestores públicos é grande para que o paciente seja transferido. Mas é importante destacar, que na situação atual, uma “transferência” não significa garantia de leito de UTI.

Existe um Plano Regulador para a distribuição dessas vagas em nosso Estado. Mas os critérios desse plano regulador realmente estão funcionando? Queremos esclarecimentos sobre essa prática operacional e seus critérios.

É urgente uma mobilização pública em torno do tema, uma melhor eficiência do sistema regulatório para os leitos de UTI e uma adequação mais eficaz diante das demandas. É um desrespeito e uma desumanização ficar escamoteando a real situação colocando pessoas em risco ainda maior.

Os profissionais da saúde estão se esgotando com isso, os familiares e os pacientes estão no limite, e a sociedade exige mais eficiência e respostas concretas com a devida transparência diante deste cenário caótico. Maquiar o colapso não resolve o problema!

É claro que todos nós temos um papel imprescindível para a superação dessa crise. Como cidadãos, não podemos, também nós, transferirmos a nossa responsabilidade pessoal e comunitária para a gestão pública. Talvez, muito desse cenário se deve ao nosso laxismo e negacionismo em relação ao COVID-19. Temos o dever moral de seguir os protocolos, respeitar o distanciamento social, usar máscara e, enfim, tomar todo o cuidado necessário para evitar a disseminação do vírus e suas cepas. Somente unidos podemos vencer essa pandemia. Não é momento de baixar a guarda, de se omitir e de minimizar, mas de assumirmos o protagonismo de uma geração que no futuro poderá dizer que fez de tudo para salvaguardar, em primeiro lugar, a vida dos seus cidadãos.

Rio Grande, 03 de março de 2021.

Dom Ricardo Hoepers

Bispo do Rio Grande (RS)

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📅 6 a 8 de novembro
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Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.

Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
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