Praça lotada em Bratislava para a última edição da Marcha Nacional pela Vida, um dos eventos mais importantes de mobilização social e religiosa da Eslováquia. Milhares de cidadãos, famílias e jovens vindos de todas as regiões do país se reuniram na capital para reafirmar o valor e a dignidade intrínseca de cada ser humano, determinados a promover e colocar em prática uma cultura de acolhimento que proteja a vida em todas as suas fases, desde o momento da concepção até a morte natural.
Mobilização
Criada originalmente nos Estados Unidos em 1974 (em resposta à sentença Roe v. Wade), a manifestação tornou-se, ao longo dos anos, um evento de grande participação e amplo alcance, que passou a incluir e mobilizar inúmeras capitais europeias. O objetivo principal é sensibilizar a opinião pública e as instituições legislativas sobre a necessidade de oferecer proteções jurídicas e apoio social tanto aos nascituros quanto às mães em situação de dificuldade, combatendo práticas como o aborto e a eutanásia, sobre as quais o Papa Leão XIV também se pronunciou recentemente, na audiência geral de 16 de setembro passado, definindo-as como “vergonhosas”.
Tudo o que vai contra a própria vida, como qualquer tipo de homicídio, o genocídio, o aborto, a eutanásia e o próprio suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, as torturas infligidas ao corpo e à mente, as coações psicológicas; tudo o que ofende a dignidade humana, como condições de vida desumanas, prisões arbitrárias, deportações, escravidão, prostituição, o tráfico de mulheres e jovens, ou ainda as condições de trabalho vergonhosas, nas quais os trabalhadores são tratados como meros instrumentos de lucro, e não como pessoas livres e responsáveis: todas essas coisas, e outras semelhantes, são certamente vergonhosas.
Proteger e ajudar
Na Eslováquia, o evento é coordenado pelos bispos do país em colaboração com diversas associações pró-vida, configurando-se não apenas como um momento de reflexão ética, mas também como uma verdadeira festa das famílias. “Nossa mensagem é simples: toda vida humana tem dignidade e deve ser protegida. Queremos proteger, sobretudo, as crianças que ainda não nasceram. Mas também queremos ajudar concretamente as mães e as famílias em dificuldade”, declarou padre Ivan Ružička, secretário-geral da Conferência Episcopal Eslovaca.


