Toda a Igreja Católica celebra, nesta quinta-feira (19), os 10 anos da publicação da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, que trata sobre a Alegria do Amor na família. O texto é grande convite para a Igreja a olhar com mais atenção, misericórdia e realismo para o cotidiano dos lares. É uma ocasião para agradecer pelos frutos já colhidos e, ao mesmo tempo, renovar o compromisso de caminhar com as famílias de hoje.
“O cenário social de 2013–2015, visto nos documentos preparatórios do Sínodo, era marcado por vários fatores convergentes: desemprego e precarização do trabalho, dificuldade de acesso à moradia, adiamento do casamento, aumento da convivência sem matrimônio, migração que separava pais e filhos, pobreza, consumismo, individualismo, cultura do provisório, fechamento à vida, violência doméstica e abuso contra mulheres e crianças. A Igreja quis ouvir a realidade mundial das famílias sem esquemas abstratos, renovar o anúncio positivo da beleza da vocação familiar e responder pastoralmente às famílias feridas e às situações complexas com mais realismo e misericórdia”, recorda o assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Rodolfo Chagas Pinho.
A Amoris Laetitia recorda que a família não é apenas destinatária da ação pastoral, mas sujeito vivo de evangelização, chamada a irradiar o amor recebido para além de si mesma. Celebrar esse jubileu é reafirmar que a comunhão familiar, quando vivida na fé, torna-se fermento de humanidade nova e contribuição concreta para o bem comum. “A Igreja não fala apenas de cima para a família, mas procura olhar a família por dentro, em sua experiência real”, ressalta padre Rodolfo.
Celebrar esses dez anos não é apenas olhar para o passado, mas abrir-se ao futuro com fé, pedindo ao Senhor que continue conduzindo a Igreja no cuidado, na formação e na missão das famílias, para que elas sejam cada vez mais sinal vivo do seu amor no mundo. O casal coordenador nacional da Pastoral Familiar destaca que o documento é um reforço na evangelização das famílias.
“Um dos maiores desafios encontrados hoje é o relacionamento e o afastamento dos entes familiares”, avalia Solange Schila. “A Amoris Laetitia vem sugerir que seja priorizada a família, cultivando respeito, compreensão e amor mútuo. O documento nos dá várias dicas de como proceder nessa dinâmica”, completou Alisson Schila.


