O arcebispo de Porto Alegre e presidente da Conferência Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Bruno Elizeu, bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, e o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Alisson e Solange Schila, compõem a delegação brasileira que participa do encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”. O evento será realizado no Vaticano, entre os dias 7 e 14 de outubro, e contará com a participação do Papa Leão XIV na abertura. No total, foram convidadas 187 pessoas dos cinco continentes.
“Levaremos a vivência dos vários itinerários que produzimos seguindo o caminho proposto pela Amoris Laeititia e que temos atuado com eles em todo o país. Vai desde o Itinerário para os Namorados, Noivos, Recém-Casados, passando por várias etapas, incluindo até os casais em nova união”, ressalta Alisson Schila. “Outro ponto de destaque é o trabalho dos grupos de referência da Pastoral Familiar, que cada um atua em uma ação específica da evangelização da família, sempre com um olhar em todo o conjunto desde a gestação até o fim natural da vida”, completa Solange Schila.
O objetivo do encontro é fazer um balanço das famílias de hoje, ouvindo os testemunhos de bispos e casais dos cinco continentes. “A questão fundamental é como renovar com vigor o cuidado pastoral e envolver cada vez mais as famílias na vida e na missão da Igreja”, destacou a subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Gabriella Gambino, a jornalistas.
Gambino destacou ainda a importância de um caminho de escuta e discernimento, que nasce das necessidades expressas nos últimos anos pelos bispos durante as visitas ad limina, e das preocupações com as dificuldades encontradas no trabalho pastoral e os desafios que as famílias enfrentam nas relações e na vida cotidiana.
Ela enfatizou que o cuidado pastoral deve começar muito antes do casamento e acompanhar as pessoas ao longo de suas vidas, especialmente em momentos de crise. Portanto, os cinco temas identificados em julho passado focaram nas mudanças que afetam as famílias: a realidade atual, repleta de beleza e desafios; os jovens e a descoberta da vocação para o matrimônio; os primeiros anos de casamento; o acompanhamento e o apoio em situações complexas; e, por fim, as famílias cristãs como agentes da missão da Igreja.
Resultados
O que for proposto ao longo destes dias será inserido num relatório que “não é um novo documento final” para substituir a exortação apostólica assinada pelo Papa Francisco em 2016, mas sim uma síntese elaborada por uma Comissão, que será debatida pela Assembleia e enviada ao Papa.

