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Home Noticias Família

Sínodo de outubro: a família, como vai?

16/07/2014
em Família
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo (SP)

odilodom_1No dia 25 de junho passado, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução de “proteção à família”, reconhecendo-a como núcleo natural, e fundamental da sociedade, com “direito à proteção por parte da sociedade e do Estado”.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

O Conselho ainda reconheceu que “a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade”; e, para tanto, que estas “devem crescer num ambiente familiar e numa atmosfera de felicidade, amor e entendimento”.

Pareceria que a ONU aprovou o óbvio ao se referir ao direito das crianças, pois é difícil imaginar que alguém possa afirmar o contrário. Os problemas aparecem quando se tomam em consideração a família e seu papel fundamental para a pessoa, a sociedade e o Estado; neste caso, a resolução da ONU contraria uma tendência bastante difundida de descrença e até de abandono da família, vista por muitos como instituição falida; não será, justamente, porque há uma forte percepção de que mais e mais crianças, e não apenas elas, estão expostas a graves problemas decorrentes da desestruturação da família e do seu desamparo por parte da sociedade e do Estado?

A Igreja Católica, que tem valorizado e defendido a família e suas atribuições naturais, não desconhece as dificuldades que sacodem a instituição familiar; mas não a considera como um barco à deriva, que deva ser abandonado à própria sorte. Mesmo em tempos de crise, a instituição familiar tem merecido o melhor dos esforços da Igreja, para ampará-la e fortalecê-la em sua dignidade e função social.

Compreende-se, assim, por que o papa Francisco convocou uma assembléia extraordinária do Sínodo dos Bispos, com o objetivo de tratar dos atuais desafios da família, que interpelam também a missão da própria Igreja. Sendo o primeiro Sínodo presidido por Francisco, pode-se intuir a importância que ele dá à família.

No final de junho, foi publicado o Instrumento de trabalho do Sínodo, um texto elaborado a partir das respostas a um amplo questionário espalhado pelas dioceses do mundo inteiro, visando obter o conhecimento da atual situação da família e dos desafios por ela enfrentados nos diversos países e contextos culturais. Ainda não é um documento conclusivo, mas uma proposta de reflexão.

As respostas trataram de uma lista extensa de situações vividas pela família, que vão da difusão dos ensinamentos da Igreja sobre a família e o casamento, e sua recepção, ao trato da Igreja com tais questões, às pressões culturais, econômicas e morais sofridas pela família; mas também contemplam as atuais realidades familiares, como as novas uniões depois de uma separação ou divórcio e sua participação na vida da Igreja; as uniões sem formalização alguma, nem civil, nem religiosa; a aparente descrença no casamento e na família e a transmissão responsável da vida; a educação dos filhos, cada vez mais fora da responsabilidade dos pais; as uniões de pessoas do mesmo sexo, com a pretensão de ter status de casamento e família; as políticas contrárias ao casamento e à família em várias partes do mundo…

Não faltam questões antigas e novas, nem sempre ajustadas ao Evangelho e à doutrina da Igreja. O que, então, leva a Igreja, convocada pelo papa Francisco, a se debruçar sobre essas questões, é a preocupação com as pessoas envolvidas nessas diversas situações concretas, sem abandoná-las, nem lhes dar a impressão de que a Igreja e o próprio Deus não têm mais nada para lhes oferecer. O Evangelho, de toda maneira, continua sendo “boa nova” de salvação e de vida para todos; as dificuldades atuais não são, nem devem ser, a referência última para a família e a pessoa humana.

Participarão da assembléia sinodal extraordinária os presidentes das Conferências Episcopais, além de outras pessoas, a critério do papa. Não se espere que o Sínodo vá enfrentar esses temas de maneira pragmática, buscando apenas chegar a um simplista “pode-não pode”. As questões são profundas e não dependem de uma atitude voluntarista da Igreja, amoldável aos humores do tempo e dos movimentos culturais.

Elas se inscrevem numa crise antropológica e cultural aguda, que atinge a própria pessoa humana, sua identidade e sentido. Quando o ser humano é apreciado apenas do ponto de vista instrumental e utilitarista, ele passa a ser objeto de uso e meio para atingir objetivos de outras pessoas, da sociedade ou do Estado; e já não é mais vista um fim em si mesmo, como ensinava Emmanuel Kant: “o ser humano nunca deve ser tido como um meio, mas sempre como um fim em si mesmo”.

Essa verdadeira deturpação do sentido do ser humano também leva à concepção da vida como aventura voltada sobre o próprio indivíduo, para o usufruto das sensações do momento, sem o horizonte da alteridade, no qual ele encontra a sua verdadeira expressão e sua realização mais plena. E introduz uma grande desorientação nas relações humanas, no sentido do amor, bem como nas instituições sociais mais elementares, como o casamento e a família, anteriores à própria sociedade organizada e ao Estado.

A assembleia extraordinária do Sínodo, deste ano, não dará uma palavra conclusiva sobre as questões postas, mas será uma etapa do “caminho sinodal”, que se concluirá na 14ª. assembléia ordinária do Sínodo, em outubro de 2015. Agora, o objetivo é fazer uma reflexão aprofundada sobre a situação da família e do casamento, para compreender melhor os motivos da sua crise e discernir sobre as novas perspectivas que se abrem para a missão da Igreja.

Em 2015, a reflexão será de fundo antropológico, sobre a pessoa humana e a família à luz da fé cristã. Então sim, será o momento de oferecer diretrizes pastorais novas.

*Publicado em “O Estado de São Paulo”, 12.07.2014

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Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.

Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?

O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.

Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
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