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Home Artigos

A crise de fé e seus impactos no matrimônio

07/04/2026
em Artigos
Tempo de leitura: 6 mins leitura
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Simpósio Regional da Pastoral Familiar reúne dioceses do Piauí em Picos

A realidade do matrimônio na atualidade exige da Igreja um discernimento pastoral profundo. Quando contemplamos o crescimento das fragilidades conjugais, das rupturas familiares, da dificuldade de assumir compromissos definitivos e da perda do sentido sacramental do casamento, percebemos que a questão não é apenas social, psicológica ou cultural. Na sua raiz mais profunda, trata-se de uma crise de fé. Quando a experiência de Deus enfraquece, também se enfraquece a compreensão do amor como vocação, da família como dom e do matrimônio como caminho de santificação. A Sagrada Escritura já apresenta o desígnio originário de Deus para o amor humano ao afirmar: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, unir-se-á à sua mulher, e os dois serão uma só carne” (Gn 2,24; Mt 19,4-6). O matrimônio cristão, portanto, não nasce apenas da vontade humana, mas se insere no projeto de Deus para a vida e para a comunhão.

É claro que a Igreja deve acolher, acompanhar e curar as feridas das famílias, como mãe que não abandona seus filhos. Mas limitar a pastoral familiar à resolução de conflitos já instalados significa permanecer numa lógica de urgência permanente, sempre apagando fogo, sem alcançar as causas profundas da crise. O Papa Francisco insistia que a ação eclesial precisa aprender a iniciar processos mais do que ocupar espaços, e recorda ainda que a realidade é mais importante do que a ideia, isto é, a Igreja precisa tocar a vida real das pessoas com paciência, proximidade e esperança.

É precisamente aqui que aparece a grande urgência pastoral, investir seriamente na juventude. Se a Igreja não iniciar processos com os jovens, dificilmente conseguirá transformar, de maneira duradoura, a realidade das famílias no futuro. Sem formação sólida da fé, sem educação da afetividade, sem discernimento vocacional e sem experiência eclesial concreta, muitos jovens chegarão ao matrimônio sem uma fé suficiente para sustentar a fidelidade, o perdão, a perseverança e a abertura à graça. Por isso, a pastoral de prevenção é mais fecunda do que uma pastoral apenas reparadora. A preparação remota para o matrimônio começa muito antes do noivado, começa na iniciação à vida cristã, no encontro com Cristo, no amadurecimento interior e na inserção comunitária.

O Documento de Aparecida ilumina essa perspectiva ao reafirmar que a Igreja existe para formar discípulos missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos tenham vida nele. Essa formação não é meramente doutrinal nem se reduz a eventos ocasionais, ela brota de um encontro pessoal com o Senhor, que transforma a existência e dá novo horizonte à vida. Sem esse encontro, a fé corre o risco de tornar-se tradição cultural enfraquecida ou prática religiosa superficial; com ele, a vida inteira ganha novo sentido. Por isso, para renovar o matrimônio e a vida familiar precisa recolocar Cristo no centro, porque somente nele o amor humano encontra sua verdade mais profunda. Como recorda o próprio Evangelho, “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Também o magistério do Papa Francisco ofereceu uma chave decisiva quando afirma, em Amoris Laetitia, que “o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens”, e que o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia (AL 1). Em outro trecho, o Papa observa ser necessário encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que ajudem a tocar o coração dos jovens e os convidem a acolher, com coragem, a vocação ao matrimônio. Essa afirmação é de grande importância pastoral, não basta lamentar a crise das famílias; é preciso anunciar, formar e testemunhar a beleza do amor conjugal cristão de modo capaz de interpelar a juventude.

O Documento 107 da CNBB, ao tratar da Iniciação à Vida Cristã, reforça essa urgência ao propor um itinerário para formar discípulos missionários, superando uma pastoral de mera conservação. Sua recepção pastoral destaca a necessidade de nascer para a Igreja a partir da comunhão, da participação e da missão. Isso significa que a evangelização não pode consistir apenas em transmitir conteúdos, mas deve introduzir a pessoa numa experiência viva de fé, de comunidade e de seguimento de Jesus. Aplicado à realidade dos jovens, isso indica que a renovação futura do matrimônio depende de processos de iniciação cristã verdadeiramente sólidos, capazes de formar convicções, não apenas de oferecer atividades.

Nessa mesma linha, o Diretório Geral para a Catequese recorda que a catequese se insere no longo caminho da renovação evangelizadora da Igreja e deve servir tanto aos conteúdos da fé quanto à pedagogia e aos métodos adequados para formar cristãos maduros. Em outras palavras, a Igreja não pode improvisar a educação da fé. A formação precisa ser processual, orgânica, experiencial e missionária. Quando isso não acontece, a fé dos jovens torna-se frágil diante das pressões culturais de uma sociedade marcada pelo individualismo, pelo imediatismo e pela relativização dos compromissos permanentes. Por isso, a crise matrimonial e familiar de hoje suplica famílias mais catequéticas, mais querigmática e mais iniciática.

A exortação Christus Vivit, fruto de um caminho sinodal, reforça ainda mais essa perspectiva ao dirigir-se aos jovens para encorajá-los a crescer na santidade e no compromisso com a própria vocação. O texto recoloca Cristo no centro: “Vive Cristo, esperança nossa”, e mostra que a juventude só encontra sua verdade mais profunda quando se deixa tocar pelo Senhor. Isso tem consequências diretas para a pastoral familiar. Se quisermos famílias firmes, precisamos de jovens que descubram em Cristo a fonte de sua identidade, de sua esperança e de suas escolhas. Sem esse fundamento, o amor corre o risco de tornar-se sentimento instável; com esse fundamento, ele se torna caminho de doação, fidelidade e fecundidade.

O matrimônio não pode ser apresentado apenas como escolha afetiva ou convenção social, mas como vocação que precisa ser discernida à luz da fé. O discernimento ajuda o jovem a não absolutizar emoções passageiras, a não confundir liberdade com ausência de compromisso e a não decidir a própria vida sem referência ao projeto de Deus.

A Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe também oferece uma contribuição importante ao destacar a necessidade de processos de escuta pastoral, de protagonismo de todo o povo de Deus e de renovação eclesial à luz de Aparecida. Essa insistência na escuta e na sinodalidade reforça a convicção de que a pastoral com os jovens e com as famílias não pode ser feita de cima para baixo nem por meio de fórmulas prontas. É preciso caminhar com eles, ouvi-los, discernir com eles e ajudá-los a responder ao Senhor dentro da realidade concreta em que vivem.

Essa lógica sinodal e processual responde diretamente a uma tentação muito presente em nosso tempo, a busca de receitas prontas. A sociedade deseja soluções rápidas; muitas vezes, também na Igreja, existe impaciência diante de processos longos, discretos e silenciosos. Porém, na fé não é assim. O Reino de Deus cresce como semente lançada na terra (Mc 4,26-29), exige tempo, cuidado, esperança e confiança na ação de Deus. A pedagogia divina é paciente. Jesus não forma seus discípulos instantaneamente; caminha com eles, corrige-os, escuta-os, interpela-os e os amadurece progressivamente. Toda pastoral precisa assumir esse estilo.

Nesse sentido, o Documento 111 da CNBB, voltado para a animação bíblico-catequética e a renovação da ação evangelizadora, insere-se no mesmo horizonte e reforça a necessidade de comunidades que eduquem na fé de modo contínuo, querigmático e missionário. A renovação pastoral não se sustenta em iniciativas isoladas, mas em itinerários que coloquem a Palavra de Deus, a comunidade, a liturgia e a missão no centro da formação cristã. Se os jovens forem acompanhados nessa direção, poderão amadurecer não apenas uma religiosidade ocasional, mas uma fé capaz de iluminar suas escolhas afetivas, profissionais, vocacionais e familiares.

Por isso, a resposta à crise do matrimônio e familiar passa por uma decisão pastoral corajosa, trabalhar mais com prevenção do que apenas com contenção; investir mais em formação do que apenas em remediação; priorizar mais o acompanhamento da juventude do que ações pontuais já no final do processo. Isso supõe comunidades vivas, famílias-testemunho, catequese renovada, juventude missionária e espaços reais de discernimento vocacional. Supõe também acreditar que o encontro pessoal com Cristo continua sendo o coração de toda renovação eclesial.

Por fim, a crise que a humanidade enfrenta, em grande parte, é uma crise de fé. E, por isso mesmo, sua superação não virá de mecanismos rápidos nem de estratégias superficiais. Virá do reencontro com Cristo, da iniciação séria à vida cristã, da escuta sinodal, do discernimento vocacional e do investimento perseverante na juventude. Se a Igreja quiser transformar a realidade futura das famílias, precisa começar agora, com paciência evangélica, semeando processos. Menos pressa, mais discernimento; menos pastoral de apagar incêndios, mais pastoral de prevenção. Este é o caminho para que o matrimônio e a vida familiar seja reconhecido e vivido como vocação, aliança e testemunho do amor de Deus no mundo.

 

 

Pe. Rodolfo Chagas Pinho

Presbítero da Diocese de Jacarezinho-PR

Assessor da Comissão Episcopal Vida e Família CNBB e Secretário Executivo Nacional da Pastoral Familiar

 

Tags: ArtigomatrimônioPadre Rodolfo Chagas Pinho
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