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Home Noticias Igreja

A Igreja Mãe e Mestra

16/12/2020
em Igreja
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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As mães não só exercem o papel natural da maternidade, como são mestras, porque ensinam os caminhos da vida aos filhos. A Igreja, além da maternidade exerce o papel de Mestra porque procura clarear os caminhos da vida dos seus filhos. No ano de 1964, juntamente com os demais Documentos do Concílio Vaticano II, a humanidade foi presenteada com a Constituição Pastoral Gaudium et Spes (Alegrias e Esperanças). Neste momento de reflexão “imposto” ao ser humano, não por Deus, mas pelas circunstâncias que a própria humanidade criou, os números 37 e 38 do referido documentado impressiona pela lucidez e atualização.
Baseado na longa experiência, diz o Concílio: “A Sagrada Escritura, confirmada pela experiência dos séculos, ensina à família humana que o progresso humano, que tão grande bem para o homem, traz consigo também uma grande tentação: perturbada a ordem de valores e misturado o bem com o mal, os homens e os grupos consideram apenas o que é seu, esquecendo dos outros. Deixa assim o mundo de ser um lugar de verdadeira fraternidade”, para se tornar ameaça de destruição do próprio gênero humano.
Não se combate o mal somente com armas humanas, desde do princípios somos alertados pela Palavra do Senhor. O combate ao mal se faz também no âmbito da espiritualidade, e durará até o final dos tempos. E quem quiser ser fiel ao bem, deve imprimir grandes esforços e contar com a ajuda da graça de Deus, para além do próprio progresso. “Por isso, a Igreja de Cristo, confiando no desígnio do Criador, ao mesmo tempo que reconhece que o progresso humano pode servir para a verdadeira felicidade dos homens, não pode deixar de repetir aquela palavra do Apóstolo: ‘não vos conformeis com este mundo’ (Rm 12, 2), isto é, com aquele espírito de vaidade e malícia que transforma a atividade humana, destinada ao serviço de Deus e do homem…”, em instrumento de autossuficiência.
E continua o texto: “se alguém quer saber de que maneira se pode superar esta situação miserável, os cristãos professam que todas as atividades humanas, constantemente ameaçadas pela soberba e amor próprio desordenado, devem ser purificadas e levadas à perfeição pela cruz e ressurreição de Cristo. Porque, remido por Cristo e tornado nova criatura no Espírito Santo, o homem pode e deve amar até as coisas criadas por Deus. Pois recebeu-as de Deus e considera-as e respeita-as como vindas da mão do Senhor. Dando por elas graças ao benfeitor e usando e aproveitando as criaturas em (espírito de) pobreza. (…). ‘Todas as coisas são vossas; mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus’ (1 Cor 3, 22-23). O Verbo de Deus, pelo qual todas as coisas foram feitas, fazendo-se homem e vivendo na terra dos homens…”. Somos recordados por Ele que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8). É o amor a regra que deveria mover o mundo e não outros interesses.
É necessário olhar o mundo e as pessoas de modo diferente, quando somos impulsionados a viver na busca de grandeza e status, pois o “amor não se deve exercitar apenas nas coisas grandes, mas, antes de mais, nas circunstâncias ordinárias da vida”. Lembra-nos que a morte é para todos, assim como exemplo de Cristo nos ensina que “devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça”.
O fato é que Cristo, Senhor do mundo e Redentor nosso, foi trocado por outros senhores e nos proclamamos auto redentores. O Senhor é invocado para suprir as nossas necessidades, muitas vezes nada cristãs. Poucos e poucas vezes o procuramos para dizer: Eis-me aqui, faça-se a Tua vontade (cf. Lc 1, 38). Ao Senhor foi dado “todo o poder no céu e na terra, atua já pela força do Espírito Santo nos corações dos homens; não suscita neles apenas o desejo da vida futura, mas, por isso mesmo, anima, purifica e fortalece também aquelas generosas aspirações que levam a humanidade a tentar tornar a vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra”.
O Espírito age no mundo e liberta a todos, para que, “deixando o amor próprio e empregando em favor da vida humana todas as energias terrenas, se lancem para o futuro, em que a humanidade se tornará oblação agradável a Deus”.
No momento somos questionados como um vírus é capaz de parar o mundo e homens que se acham sabedores de tudo, capazes de viajar pela via láctea, que guerreiam por pedaços de terras, esquecendo-se dos semelhantes? Mas agora parecemos impotentes. Mais forte que o medo e a morte deve ser a certeza que somos olhados amorosamente por Deus, especialmente nestes dias. Por isso, é oportuno rever a vida e o que dela fazemos. Quais valores a sustenta?
É tempo de mudança. Como disse o Papa Francisco, repetindo o adágio popular: “Deus perdoa sempre, os homens às vezes, a natureza nunca”.

Pe. Crispim Guimarães


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Tags: ArtigocoronavírusPapa FranciscoPe Crispim Guimarães
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  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
  • Famílias que evangelizam, Igreja que caminha junto!A missão de cuidar, acompanhar e fortalecer as famílias é um chamado de toda a Igreja. Em cada encontro, partilha e experiência, renovamos a certeza de que nenhuma família deve caminhar sozinha.Que possamos construir, juntos, uma Igreja cada vez mais próxima das famílias, acolhendo suas realidades, reconhecendo sua beleza e enfrentando seus desafios à luz do Evangelho.A família é caminho de esperança para a Igreja e para o mundo!
  • Famílias de todos os continentes, desafios semelhantes e uma missão que permanece: formar, acompanhar e evangelizar.Hoje, na Sala Paulo VI, refletimos sobre a realidade, a beleza e os desafios das famílias. Um caminho que pede uma Igreja cada vez mais próxima e preparada para caminhar com elas.Seguimos unidos às famílias do Brasil!
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