O Encontro Nacional de Bispos e Assessores da Pastoral Familiar terminou nesta quinta-feira (2) com a participação do cardeal Dom João Braz de Aviz. Desde segunda-feira (29), cerca de 130 pessoas participam do encontro que aprofunda a análise sobre as Exortações Apostólicas Amoris Laetitia e Familiaris Consortio para apoiar na evangelização das famílias em todo o país.
Durante a sua participação no evento, o cardeal Dom João Braz de Aviz dirigiu-se aos bispos, assessores e casais presentes, destacando que a dedicação à família é uma das marcas mais belas e históricas da Igreja. Ele lembrou que todos os membros da Igreja são frutos e testemunhas da vida familiar. Sendo a família “uma instituição linda de Deus”, ela se torna, inevitavelmente, o centro das mais variadas experiências humanas.
“Ela é o foco de todos os tipos de experiências”, ponderou o cardeal, “as mais belas e profundas, e as mais dolorosas também”. Diante disso, Dom João destacou a missão permanente da Pastoral Familiar em “iluminar a realidade da família com a força da Palavra de Deus” e com as orientações do Evangelho.
Desafio
Em sua fala, o cardeal também tratou sobre os desafios enfrentados pela Igreja frente à cultura contemporânea, que muitas vezes relativiza os valores cristãos essenciais. Ele ressaltou que a verdadeira resposta da Igreja não deve ser o fechamento ou a rigidez de aparências, mas sim o resgate do testemunho sincero e transparente do Evangelho, mesmo que em alguns momentos isso signifique ser minoria.
Dom João Braz também propôs um novo olhar sobre as relações de autoridade e convivência — seja no governo da Igreja, seja dentro dos lares. “A autoridade, a gente merece, mas merece se a gente serve. Se a gente se impõe pelo amor”, asseverou.
Testemunho
Por fim, Dom João Braz de Aviz deixou uma mensagem de coragem para o futuro da Pastoral Familiar no Brasil. Ele declarou que a eficácia da ação evangelizadora não deve ser medida por estatísticas de crescimento numérico, mas sim pelo impacto real do testemunho cotidiano.
“Eu não vejo o futuro da Igreja nos números”, afirmou o cardeal. “Para nós, o importante é crescer o testemunho. Porque o testemunho precisa ser dado hoje, onde nós estamos, e o Evangelho precisa responder às necessidades de hoje. Não desistam e façam isso em nome de Deus!”, concluiu.

