A Pastoral Familiar do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou, nos dias 11, 12 e 13 de setembro , na Diocese de Luziânia (GO), o VIII Congresso Regional da Pastoral Familiar. Com o tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema “Vós sois um povo consagrado ao Senhor, seu Deus” (Dt 14,2), o encontro reuniu cerca de 400 agentes das Arquidioceses de Brasília e Goiânia e das Dioceses de Anápolis, Rubiataba-Mozarlândia, Ipameri, Formosa, Goiás, Jataí, Uruaçu e Luziânia.
A programação integrou celebrações eucarísticas, palestras, momentos de oração, atividades culturais e partilhas de experiências pastorais. A proposta foi aprofundar a identidade e a vocação da família à luz do Evangelho, fortalecendo a missão dos agentes que acompanham as famílias nas comunidades eclesiais.
A Missa de abertura foi presidida por Dom Francisco Agamenilton Damascena, bispo diocesano de Luziânia. Na homilia, a reflexão destacou a família como sujeito evangelizador, chamada a testemunhar o amor de Deus em seu próprio ambiente e a estender esse testemunho a outras famílias.
Na sequência, Dom José Francisco Rodrigues do Rêgo, bispo da Diocese de Ipameri, refletiu sobre o tema e o lema do Congresso, apresentando a vida familiar como vocação que se constrói diariamente. A caminhada matrimonial é alimentada pela fé e por gestos concretos de amor, respeito, gratidão, perdão e cuidado mútuo.
Ao longo do sábado, os participantes aprofundaram questões relacionadas à construção da Civilização do Amor, à vivência cristã da sexualidade, à vocação matrimonial e ao acompanhamento dos casais desde a preparação para o matrimônio até os primeiros anos da vida conjugal. As reflexões foram conduzidas pelo casal Agnaldo e Magda, pelo padre Eduardo Peters, vigário-geral da Arquidiocese de Brasília, e pelo diácono Paulo e Carmem, representantes da Comissão Nacional da Pastoral Familiar.
A presença da Pastoral da Juventude, com uma apresentação teatral, reforçou a importância de aproximar as novas gerações da missão evangelizadora da Igreja. O encontro também abriu espaço para a reflexão sobre o acolhimento, o discernimento e o acompanhamento pastoral diante das diferentes realidades familiares. Dom Denilson Geraldo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, abordou os caminhos de acolhimento, verdade e misericórdia na relação entre a Pastoral Familiar e o Tribunal Eclesiástico.
Entre as experiências partilhadas esteve o Projeto Esperança, presente na Arquidiocese de Brasília, que oferece acolhimento e acompanhamento pós-aborto. A roda de conversa conduzida pelo casal coordenador regional, Sílvio e Aline, favoreceu a troca de experiências sobre o acompanhamento de namorados, recém-casados, casais em nova união e pessoas que vivenciaram processos de nulidade matrimonial.
No domingo, Dom Francisco Agamenilton conduziu uma formação sobre os impactos do uso excessivo de telas, das redes sociais e dos avanços da inteligência artificial nas relações familiares. A reflexão destacou a importância do diálogo, da convivência presencial, da oração e do uso responsável das tecnologias, com propostas como o jejum digital e a criação de momentos de convivência em família.
Compromisso pastoral
O encerramento do Congresso foi marcado pela celebração da Santa Missa, presidida por Dom Vicente Tavares, bispo referencial da Pastoral Familiar do Regional Centro-Oeste. A celebração concluiu três dias de formação, espiritualidade e partilha, renovando o compromisso dos participantes com a missão evangelizadora junto às famílias.
Ao final da programação, foi anunciada a cidade de Jataí (GO) como sede do próximo Congresso Regional da Pastoral Familiar, previsto para 2029. O anúncio reforçou a continuidade da caminhada conjunta das arquidioceses e dioceses do Regional, promovendo a comunhão, a formação dos agentes e o acompanhamento das famílias nas comunidades.
A Carta-Compromisso do VIII Congresso Regional reúne as prioridades assumidas pelos participantes: fortalecer a preparação para o matrimônio e o acompanhamento dos casais, aproximar a Pastoral Familiar das crianças, dos adolescentes e dos jovens, incentivar o uso responsável das tecnologias e manter uma presença acolhedora junto às famílias que enfrentam sofrimento, fragilidade ou solidão.
O documento também reafirma a necessidade de uma Pastoral Familiar próxima e misericordiosa, capaz de acompanhar as diferentes realidades familiares, respeitando a dignidade da pessoa humana e reconhecendo a família como protagonista da evangelização.
Ao retomar o chamado “Família, torna-te aquilo que és”, os participantes são convidados a transformar os aprendizados do Congresso em iniciativas concretas de evangelização. A formação, a oração e a partilha tornam-se instrumentos para renovar a presença da Pastoral Familiar junto às famílias e fortalecer seu protagonismo na missão da Igreja.
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