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Home Noticias Família Casos Especiais

Curando feridas do divórcio e do aborto

18/12/2020
em Casos Especiais, Família
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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Um Congresso considera o papel da Igreja sobre o tema

ROMA, terça-feira, 8 de abril de 2008 (ZENIT.org).- A dor e o sofrimento causados pelo aborto e pelo divórcio impedem muitas pessoas de viverem uma vida de fé plena, constatou uma conferência internacional celebrada em Roma sobre a situação dos filhos de divorciados, assim como de pais de filhos abortados.

O congresso, celebrado entre 3 e 4 de abril, entitulado «Bálsamo nas feridas: uma resposta às repercussões do aborto e do divórcio», foi organizado pelo Instituto Pontifício João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família, assim como pelos Cavaleiros de Colombo.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Victoria Thorn, fundadora do Projeto Raquel, disse que «a ruptura causada pelo aborto impede que milhões de pessoas entrem plenamente em seu itinerário de fé e experimentem plenamente a vida divina em seu interior».

«A ferida do aborto – explicou Thorn – é por sua vez espiritual e humana e deve ser resolvida em ambos campos para ser curada.»

A mulher que teve um aborto «crê que cometeu um pecado imperdoável. Este é o núcleo da ferida espiritual. É uma mãe que sabe que é responsável pela morte de seu filho, uma criança que ela nunca permitiu nascer, ver e criar. Este é o núcleo da ferida humana».

A madre Mary Agnes Donovan, das Irmãs da Vida em Nova York, disse que «a dificuldade em todo aborto consiste em que provoca uma destruição profunda e inevitável. Se a pessoa alguma vez teve uma faísca de fé, ou convicção religiosa, ou educação moral, é invadida pela culpabilidade – uma culpabilidade que pode entrar muito dentro do inconsciente pelas forças que atuam –, e que é um câncer na alma».

Sobre o tema da fé e os filhos de divorciados, Elizabeth Marquardt, vice-presidente do Centro para o Matrimônio e Famílias do Instituto de Valores Americanos em Nova York, apresentou um estudo no qual se revela que «as crianças criadas no divórcio dizem que não existe o ‘bom’ divórcio. Inclusive os amistosos ou ‘bons’ divórcios exigem dos filhos crescer entre dois mundos, obrigados a encontrar sentido nas dramaticamente diferentes crenças, valores e modos de vida de seus pais».

O divórcio obriga os filhos a darem sentido aos dois mundos de seus pais. O resultado é que o divórcio supõe um permanente conflito interior na vida dos filhos. «O conflito interior pesa sobre os filhos, fazendo-os crescer muito cedo.»

Os filhos de divorciados, acrescentou Marquardt, «se sentem em si mesmos como divididos, desgarrados entre os mundos de seus pais. Sentem-se muito mais sozinhos. Convertem-se em cautelosos e com freqüência reservados. Não sabem a quem pertencem. Sentem que têm de resolver as grandes questões da vida por eles mesmos. Lutam com uma enorme perda que causa impacto em sua vida espiritual. E fazem isso no isolamento e no silêncio, porque ninguém fala do trabalho que lhes impôs: dar sentido sozinhos aos dois mundos diferentes de seus pais».

Como resultado de seus dois mundos, «os filhos de divorciados têm menos probabilidades de ter uma implicação consistente em uma confissão religiosa quando crescem»; por isso, segundo as estatísticas, «são menos religiosos que os filhos de famílias unidas», explicou Marquardt.

Marquardt também revela em sua pesquisa que muitos filhos de divorciados têm grande dificuldade para compreender que Deus é pai, devido à distância das relações paternas. Agora, para os que têm fé, disse Marquardt, sua relação com Deus preenche um vazio. «Movem-se a Deus em busca de amor e guia, ante a ausência de um pai ou de uma mãe, ou para evitar uma vida solitária.»

«Está claro – concluiu Marquardt – que independentemente de que cheguem a ser mais ou menos religiosos, os itinerários espirituais dos filhos de divorciados refletem consistentemente histórias de perda, dor e solidão.»

Marquardt disse que as Igrejas podem prestar uma enorme ajuda aos filhos e famílias afetados pelo divórcio, por isso se trata de um tema que não se deve evitar. «É plenamente possível ser compassivos com os filhos de divorciados e sublinhar a importância do matrimônio e ao mesmo tempo afirmar e apoiar os progenitores sozinhos e divorciados.»

Por sua parte, Thorn sublinhou que «o pecado do aborto se estendeu tanto que é um imperativo que a Igreja não apenas mantenha sua postura profética de proteção das vidas humanas não-nascidas, mas também que ajude a curar os milhões de pessoas que ficaram envolvidas no mal do aborto, voluntariamente ou obrigadas, conscientes ou ignorantes da realidade, estendendo a eles o perdão e a cura de Deus».

«As mulheres que experimentam a cura através da misericórdia e do amor de Deus não realizam mais abortos. Os homens que se recuperam do aborto trabalham com diligência para acabar com os abortos, assim como as mulheres. Com efeito – concluiu Thorn –, estas pessoas se convertem em pedras angulares da cultura da vida.» 
 

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  • Uma reflexão sobre o documento do Dicastério para a Dountrina da Fé! Salve este post!

➡️Como recorda o documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, a família é o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé. É ali que as crianças têm suas primeiras experiências de confiança, amor e proximidade com Deus.
Por isso, a missão dos pais não se limita a ensinar sobre Jesus, mas também a conduzir os filhos a uma experiência pessoal com Ele, contando com o apoio e a caminhada da comunidade eclesial.
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A Pastoral Familiar conta com os Grupos de Perdas e Viuvez, que prestam um importante serviço de acolhimento, escuta e partilha com pessoas enlutadas.
Também recomendamos o livro Perdas e Viuvez: Partilhando Vidas, disponível na Loja da Pastoral Familiar, como um recurso para conhecer e aprofundar essa realidade.
📖 Conheça a publicação: lojacnpf.org.br
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Que nossa família encontre, na vida dos santos, inspiração para crescer na fé e fazer de cada gesto uma expressão do amor de Deus. 

Convidamos vocês a lerem juntos o Evangelho e escolherem uma bem-aventurança para colocar em prática durante a semana.
  • A santidade não é uma realidade distante ou reservada a poucas pessoas. É um chamado que alcança também a vida cotidiana, os relacionamentos e a convivência familiar.
Neste dia de Todos os Santos, peçamos a Deus a graça de construir lares onde o amor seja cultivado, o perdão encontre espaço e a fé seja testemunhada todos os dias.
Que os santos intercedam por nossas famílias.
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