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Home Noticias Família

Democracia sem Ética não Sobrevive

30/09/2008
em Família
Tempo de leitura: 3 mins leitura
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Estamos às vésperas das eleições. Necessitamos de estadistas e líderes honrados, mas, ao longo de nossa experiência da vida democrática nacional, geralmente, acabamos escolhendo chefes. Mesmo assim a democracia é o sistema mais adequado para um povo se organizar e buscar rumos, como nação.

A democracia não nasce, nem se sustenta por si só. Ela tem por alicerce algumas diretrizes, sem as quais ela não pode existir. Princípios éticos como: respeito à dignidade incondicional da pessoa; igualdade de todos perante a lei; respeito à vida humana; o respeito à liberdade; etc. representam estes fundamentos da democracia.

Estes princípios são diretrizes éticas universais. Eles precedem a democracia, a sustentam e não podem ser modificados por ela. Por exemplo: a dignidade incondicional da pessoa não pode ser submetida à aprovação democrática. Não se pode colocar em votação, neste ou naquele nível, se um grupo tem mais dignidade do que outro, ou se a mulher tem mais dignidade que o homem, ou se o adulto tem mais dignidade que a criança. Colocar este princípio em votação é uma grave ignorância da própria estrutura da democracia. Seja qual for o resultado de tal processo de votação, o resultado não pode mudar a legitimidade de um princípio fundamental.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Princípios éticos e morais, não são mudados ao sabor da vontade, mesmo que da maioria. Entretanto, a colocação de tais fundamentos em apreciação de câmaras, congressos, tribunais, reflete uma superficialidade da formação ética e moral de seus membros, principalmente de seus proponentes. E como as escolas quase genericamente não provêem esta formação, a família é a principal responsável em colocar estes fundamentos da formação da pessoa e das relações humanas civilizadas.

Acontece, porém, que estamos vivendo um tempo adverso para a família. Ela é agredida sistematicamente, pelos meios de comunicação, por movimentos internacionais, pelo estado e seus poderes. Existe uma superficialidade quase ingênua (ou maldosa) quanto ao papel da família para o bem da pessoa, da sociedade e também da economia. A família, então vai sendo atacada, desestruturada, desfigurada, falsificada, no seio dos poderes e na cultura moderna criada.

Desta forma, pais são descartados, depreciados e substituídos por amantes chamados de padrastos e madrastas; a promiscuidade passa a chamar-se namoro; filhos são gerados indesejadamente e eliminados quase que imediatamente, com recurso moderno da “pílula do dia seguinte” e o assassinato não é chamado por seu verdadeiro nome e é estimulado pelas mais altas autoridades; crianças são esquartejadas, jogadas pela janela de prédios, atiradas em rios, abusadas sexualmente dentro de casa, onde deveriam ser protegidas. Professores são desvalorizados, agredidos e começam ‘bater em retirada’, por causa da deformação gerada por uma cultura sem moral e sem ética.

É preciso ter clareza e coragem de encarar a realidade. Esta situação de medo e de insegurança não muda sem que mudemos a formação de nossa população. Não muda sem o resgate da ética e da moral. Não muda sem o sério concurso da família original estruturada e formada em princípios sólidos. E dizemos família original porque família é um conceito original que vem sendo distorcido na “modernidade” irresponsável e superficial. Família, para fins do bem da pessoa, para uma formação integral edificante, não é qualquer grupamento de pessoas.

A democracia supõe poderes autônomos e independentes. Não é absurdo admitir que esta premissa é um ideal que não se realiza na prática. Entretanto, quando se percebe estreita correlação entre eles; e se percebe também uma forte influência do poder econômico sobre eles, a democracia e todos os relacionamentos sociais estão doentes. As leis se afastam dos princípios fundamentais, o Judiciário carece dos fundamentos que são a sua sustentação e autonomia, o Executivo perde a autoridade por sua profunda incoerência moral.

É preciso a coragem de proclamar a verdade. A família original é a base imprescindível para a formação de pessoas. Com seu apoio e com verdadeiro e honesto zelo público, a escola contribui para a restauração moral da sociedade. E na base da família e de todos os valores existe uma única referência testemunhal completa, perfeita e disponível para todos que não forem arrogantes. É Jesus Cristo. Referencial perfeito, temporal e transcendente. Disponível e visível para quem quiser se encontrar com Ele. 

 

Eunides e Bosco Lugnani
 

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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
  • São João Paulo II dedicou grande parte de seu ministério a recordar ao mundo uma verdade que continua profundamente atual: a família tem uma identidade, uma vocação e uma missão.
Suas palavras nos convidam a olhar para nossas famílias não como famílias perfeitas, mas como famílias chamadas a crescer no amor, na comunhão, no perdão e na fé.
Qual dessas frases mais falou ao seu coração?
Conte nos comentários e compartilhe este conteúdo com sua família para se lembrar da beleza da vocação.
  • Quem cuida da Pastoral Familiar também precisa ser cuidado, formado e fortalecido para a missão.

Por isso, o Encontro Nacional de Formação é uma oportunidade para coordenadores paroquiais, diocesanos e regionais ampliarem seus conhecimentos, partilharem experiências e encontrarem novos caminhos para acompanhar as famílias.

📅 6 a 8 de novembro
📍 Foz do Iguaçu (PR)

Família, torna-te aquilo que és: do anúncio da vocação ao acompanhamento das famílias.

Venha viver esse momento de formação conosco!

Inscrições abertas e vagas limitadas. Acesse o link da bio para se inscrever.
  • O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, fizeram um balanço da participação brasileira no encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, realizado entre os dias 7 e 14 de outubro, no Vaticano.

Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
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