A Pastoral Familiar da Arquidiocese de Fortaleza (CE) promoveu uma formação sobre os desafios da fé em tempos de superficialidade. O encontro reuniu mais de 180 participantes entre coordenadores e agentes pastorais de 40 paróquias e duas áreas pastorais da arquidiocese. O evento contou com a presença do diácono João Fábio, da Arquidiocese de Fortaleza, e do coordenador do Regional Nordeste 1 (Ceará), José Antônio Rocha de Almeida.
A formação foi conduzida pelo coordenador arquidiocesano da Pastoral Familiar, Ednardo Carneiro juntamente com sua esposa Marluce Carneiro. O Encontro teve como base o texto do Padre Rodolfo Chagas Pinho, assessor nacional da Pastoral Familiar, intitulado “A Idolatria da estupidez e o desafio da Pastoral Familiar: Consciência, sabedoria e educação na fé em tempos de superficialidade”.
A reflexão partiu da realidade contemporânea marcada pelo excesso de informações, pelo uso intenso das redes sociais, pela polarização digital e pela crescente dificuldade de concentração e pensamento crítico.
Neste contexto, foi retomada a reflexão do teólogo Dietrich Bonhoeffer, que compreende a “estupidez” não como falta de inteligência, mas como a renúncia de pensar por si mesmo, quando as pessoas passam a repetir ideias prontas e a seguir a lógica da massa.
Também foi destacado como a cultura atual muitas vezes, valoriza a superficialidade, a agressividade e o imediatismo, transformando esses comportamentos em modelos de sucesso.
Diante desse cenário, os participantes foram convidados a refletir sobre o Papel da igreja em responder a essa realidade não com superficialidade religiosa, mas com formação, consciência e sabedoria cristã. Durante a formação, ressaltou-se o papel fundamental da família como primeira escola de humanidade e de fé, espaço onde se aprende a escutar, dialogar, respeitar, lidar com frustrações e buscar a verdade.
Nesse sentido, a Pastoral Familiar é chamada a ajudar as famílias a cultivarem momentos de diálogo, oração, silencio e convivência, promovendo também um uso mais equilibrado das tecnologias. Entre as propostas apresentadas estão o incentivo à oração em família, à leitura da Palavra de Deus, à formação crítica diante das redes sociais e à vivência concreta da solidariedade e do serviço.
Ao final da formação foi reforçado que a Pastoral Familiar é chamada a ser um verdadeiro “laboratório de consciência e sabedoria”, ajudando as famílias a viverem a fé de forma madura e profunda.

