A participação da subsecretária para a Família e a Vida do Dicastério para os Leigos, a Vida e a Família, Gabriella Gambino, foi um dos destaques do 16º Simpósio Nacional das Famílias, realizado neste sábado (30), no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Em mensagem enviada ao encontro, a representante do Vaticano recordou as palavras do Papa Leão XIV sobre o esforço missionário de “pescar” a humanidade afastada tornando-se “pescadores de famílias” e a missão da família no mundo atual.
“Mas também os leigos são chamados a envolver-se na missão, tornando-se “pescadores” de casais, jovens, crianças, mulheres e homens de todas as idades e condições, para que todos possam encontrar Cristo. Peço-lhes, portanto, que se unam aos esforços da Igreja para ir em busca das famílias que, por si mesmas, já não se aproximam mais; para compreender como caminhar com elas e ajudá-las a encontrar a fé, para torná-las “pescadoras” de outras famílias”, enfatizou Gabriella.
Gambino destaca que é na realidade dos cônjuges, dos pais, dos filhos e dos avós que o Evangelho se faz carne. “O matrimônio é um sacramento missionário. Não é apenas a união de um homem e uma mulher, mas um convite a redescobrir a fé do nosso batismo e a acolher, como cônjuges e famílias, uma nova missão eclesial”, disse.
A subsecretária do Dicastério fez um convite também a não desanimar diante das dificuldades da vida: “A família é um caminhar passo a passo, dia após dia, no qual se escondem dons e oportunidades, que podem tornar as famílias testemunhas de um Amor maior: na fé dos avós e das crianças descobrimos Cristo Vivo nos lares; da fidelidade dos cônjuges aprendemos a resiliência e o perdão; da confiança das crianças recebemos esperança. A vida familiar é uma escola de discipulado, que pode contagiar outras famílias e construir a Igreja nos lares, nos ritmos da vida cotidiana”, ressaltou.
Pastoral Familiar
Sobre a evangelização, Gabriella Gambino recordou as palavras de São João Paulo II que dizia que a evangelização depende em grande parte da Igreja doméstica. “Por isso, a pastoral familiar não pode ser apenas uma pastoral para as famílias: é das famílias. Pois as famílias, se forem acompanhadas, unidas, conscientes de sua identidade e missão, poderão gerar novas vocações e famílias cristãs. Delas depende, em grande parte, o futuro da Igreja. Por isso, na cultura em que vivemos, a fé hoje deve, antes de tudo, ser regenerada: só depois poderá ser transmitida”, explicou. “Evangelizar significa cuidar das pessoas, para que encontrem a verdadeira Vida, Cristo, e a tenham em abundância”, completou.
Mensagem
Para finalizar, a subsecretária dirigiu uma mensagem a cada um dos participantes do Simpósio Nacional das Famílias e da Pastoral Familiar:
Aos jovens digo: amem o seu futuro, vocês foram criados para grandes coisas. O Senhor tem reservada para vocês uma vida bela, Ele os chama a uma vocação: procurem-na, mas junto com Ele.
Aos cônjuges e aos pais como eu, gostaria de dizer: sejam pacientes, perdoem-se mutuamente e sejam exemplo de ternura diante de seus filhos, para que um dia eles possam desejar uma família sólida, fundada sobre a rocha.
Com coração de mãe, dirijo-me aos pastores: acompanhem com paciência as crianças e os jovens na descoberta de sua vocação, que na maioria dos casos será a do matrimônio, que é uma grande vocação. Quão importante é que o desejo de matrimônio de nossos filhos se concretize no horizonte da fé e não apenas a partir do frágil desejo de ir morar juntos. É a graça do sacramento que torna especiais as nossas vidas como cristãos: devemos fazer com que os jovens vejam essa graça agir nas famílias e possam desejá-la. Acompanhar os jovens na fé é a única maneira de suscitar neles o desejo de uma vida familiar sólida; de lhes fazer experimentar a Vida Nova que, não um casamento qualquer, mas somente o matrimônio sacramental poderá gerar.
Por fim, dirijo-me às famílias: acolham seus sacerdotes, compartilhem com eles a riqueza de suas relações familiares. É importante que famílias e sacerdotes se ajudem mutuamente a guardar as vocações recíprocas.


