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Home Noticias Igreja

“Há um Deus que ama as crianças”, disse o papa na catequese

16/12/2020
em Igreja, No Mundo
Tempo de leitura: 5 mins leitura
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catequese1410-minO papa Francisco dedicou a catequese de quarta-feira, 14, às crianças. Na reflexão, lembrou que a família deve ser espaço do acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança para os filhos.

“Um segundo milagre, uma segunda promessa: nós – pais e mães – nos doamos a ti para doar você a você mesmo! E este é amor, que traz uma faísca daquele de Deus! Mas vocês, pais e mães, têm essa faísca de Deus que dão aos seus filhos, vocês são instrumento do amor de Deus e isso é belo, belo, belo!”, disse o papa.

Confira a íntegra da mensagem:

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CATEQUESE

Praça São Pedro – Vaticano

Quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Boletim da Santa Sé

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Hoje como as previsões do tempo estavam um pouco inseguras e se previa a chuva, esta audiência se faz ao mesmo tempo em dois lugares: nós aqui na praça e 700 doentes na Sala Paulo VI que seguem a audiência por telão. Todos estamos unidos e os saudamos com um aplauso.

A palavra de Jesus é forte hoje: “Ai do mundo por causa dos escândalos!”. Jesus é realista e diz: “É inevitável que escândalos aconteçam, mas ai do homem pelo qual o escândalo vem”. Gostaria de, antes de começar a catequese, em nome da Igreja, pedir perdão pelos escândalos que foram cometidos nos últimos tempos, seja em Roma ou no Vaticano, peço perdão.

Hoje vamos refletir sobre um tema muito importante: as promessas que fazemos às crianças. Não falo tanto das promessas que fazemos aqui e ali, durante o dia, para fazê-los felizes ou para estarem bem (talvez com qualquer truque inocente: te dou uma bala e promessas similares…) para levá-los a empenhar-se na escola ou para dissuadi-los a qualquer capricho. Falo de outras promessas, das promessas mais importantes, decisivas para suas expectativas nos confrontos da vida, para sua confiança nos confrontos dos seres humanos, para sua capacidade de conceber o nome de Deus como uma benção. São promessas que nós fazemos para eles.

Nós adultos estamos prontos a falar das crianças como de uma promessa da vida. Todos dizemos: as crianças são uma promessa da vida. E também somos fáceis de nos comovermos dizendo aos jovens que são o nosso futuro, é verdade. Mas me pergunto, às vezes, se somos tão sérios com o seu futuro, com o futuro das crianças e com o futuro dos jovens! Uma pergunta que devemos nos fazer muitas vezes é essa: quanto somos leais com as promessas que fazemos às crianças, fazendo-as vir ao nosso mundo? Nós fazemos com que elas venham ao mundo e essa é uma promessa, o que prometemos a elas?

Acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança, são promessas de base que se podem resumir em uma só: amor. Nós prometemos amor, isso é, amor que se exprime no acolhimento, no cuidado, na proximidade, na atenção, na confiança e na esperança, mas a grande promessa é o amor. Esse é o modo mais justo de acolher um ser humano que vem ao mundo e todos nós aprendemos isso, antes mesmo de sermos conscientes. Eu gosto tanto quando vejo os pais e as mães, quando passo entre vocês, trazendo a mim um menino, uma menina pequeninos e pergunto: “Quanto tempo tem? – “Três semanas, quatro semanas…peço a benção do Senhor”. Também isso se chama amor. O amor é a promessa que o homem e a mulher fazem a cada filho: desde quando foi concebido no pensamento. As crianças vêm ao mundo e se espera de ter confirmada essa promessa: espertam-no de modo total, confiante, indefeso. Basta olhar para elas: em todas as etnias, em todas as culturas, em todas as condições de vida! Quando acontece o contrário, as crianças são feridas por um “escândalo”, por um escândalo insuportável, tão mais grave, pois não têm os meios para decifrá-lo. Não podem entender o que acontece. Deus vigia sobre essa promessa, desde o primeiro instante. Lembram o que disse Jesus? Os Anjos das crianças refletem o olhar de Deus e Deus não perde nunca de vista as crianças (cfr Mt 18, 10). Ai daqueles que traem a sua confiança, ai! O seu confiante abandono à nossa promessa que nos empenha desde o primeiro instante, nos julga.

E gostaria de acrescentar outra coisa, com muito respeito por todos, mas também com muita franqueza. A confiança delas (das crianças) em Deus nunca deveria ser ferida, sobretudo quando acontece por motivo de uma certa presunção (mais ou menos inconsciente) de substituir a Ele. A terna e misteriosa relação de Deus com a alma das crianças não deveria nunca ser violada. É uma relação real, que Deus a quer e Deus a protege. A criança está pronta desde o nascimento para sentir-se amada por Deus, está pronta para isso. Não apenas é capaz de sentir que é amada por si mesma, um filho sente também que há um Deus que ama as crianças.

As crianças, recém-nascidas, começam a receber de presente, junto com a alimentação e os cuidados, a confirmação das qualidades espirituais do amor. Os atos de amor passam através do dom do nome pessoal, a partilha da linguagem, as intenções dos olhares, as iluminações dos sorrisos. Aprendem, assim, que a beleza do laço entre os seres humanos aponta à nossa alma, procura a nossa liberdade, aceita a diversidade do outro, reconhe-o e o respeita como interlocutor. Um segundo milagre, uma segunda promessa: nós – pais e mães – nos doamos a ti para doar você a você mesmo! E este é amor, que traz uma faísca daquele de Deus! Mas vocês, pais e mães, têm essa faísca de Deus que dão aos seus filhos, vocês são instrumento do amor de Deus e isso é belo, belo, belo!

Somente se olhamos as crianças com os olhos de Jesus podemos realmente entender em que sentido, defendendo a família, protegemos a humanidade! O ponto de vista das crianças é o ponto de vista do Filho de Deus. A própria Igreja, no Batismo, faz grandes promessas às crianças, com as quais empenha os pais e a comunidade cristã. A santa Mãe de Jesus – por meio da qual o Filho de Deus chegou a nós, amado e gerado como uma criança – torne a Igreja capaz de seguir o caminho da sua maternidade e da sua fé. E São José – homem justo, que acolheu e protegeu, honrando corajosamente, a benção e a promessa de Deus – nos torne todos capazes e dignos de hospedar Jesus em cada criança que Deus manda sobre a terra.

CNBB com informações e foto da Rádio Vaticano.

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  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
  • São João Paulo II dedicou grande parte de seu ministério a recordar ao mundo uma verdade que continua profundamente atual: a família tem uma identidade, uma vocação e uma missão.
Suas palavras nos convidam a olhar para nossas famílias não como famílias perfeitas, mas como famílias chamadas a crescer no amor, na comunhão, no perdão e na fé.
Qual dessas frases mais falou ao seu coração?
Conte nos comentários e compartilhe este conteúdo com sua família para se lembrar da beleza da vocação.
  • Quem cuida da Pastoral Familiar também precisa ser cuidado, formado e fortalecido para a missão.

Por isso, o Encontro Nacional de Formação é uma oportunidade para coordenadores paroquiais, diocesanos e regionais ampliarem seus conhecimentos, partilharem experiências e encontrarem novos caminhos para acompanhar as famílias.

📅 6 a 8 de novembro
📍 Foz do Iguaçu (PR)

Família, torna-te aquilo que és: do anúncio da vocação ao acompanhamento das famílias.

Venha viver esse momento de formação conosco!

Inscrições abertas e vagas limitadas. Acesse o link da bio para se inscrever.
  • O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, fizeram um balanço da participação brasileira no encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, realizado entre os dias 7 e 14 de outubro, no Vaticano.

Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
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