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Home Noticias Família Casos Especiais

Homoafetividade: fala do Papa é sobre dignidade e não muda doutrina

19/12/2020
em Casos Especiais, Família
Tempo de leitura: 3 mins leitura
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Homoafetividade: fala do Papa é sobre dignidade e não muda doutrina

Em resposta ao G1, presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB destacou sensibilidade pastoral do Papa Francisco e ressaltou “pleno acordo com a Tradição da Igreja sobre a sacralidade do Matrimônio e sua dignidade no plano de Deus”

Após a repercussão da fala do Papa Francisco em um documentário sobre o direito de homossexuais a estarem em uma família e de terem uma proteção legal, o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, respondeu ao portal G1 a respeito do tema.

Perguntado se havia algum posicionamento da Conferência a respeito do tema, dom Ricardo explicou que, dentro da CNBB, “não houve nenhum tipo de avaliação em relação à fala do Papa Francisco para o documentário”. Mas ofereceu luzes para entender a fala do pontífice e a visão da Igreja sobre o tema.

“Percebo que o Papa Francisco mais uma vez demonstra sua serenidade, voltando-se também às questões reais da vida cotidiana. Ele tem uma sensibilidade pastoral tão aguçada que nos impressiona com seu nível de humanidade”, observou.

Ressaltando que era uma fala para um documentário, não um pronunciamento oficial ou que se insere em seu magistério, dom Ricardo salientou a forma com que Francisco aborda o tema, também em sintonia com os apelos contra a “globalização da indiferença”. “O Papa fala com o coração aberto sobre os reais sofrimentos das pessoas de condição homoafetiva. Em uma sociedade que exclui com preconceitos e violência, é uma fala sobre dignidade e, acima de tudo de respeito que devemos ter para com todas as pessoas”, afirmou.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

“No caso das pessoas em condição homoafetiva, muitas delas são abandonadas pelas suas famílias, discriminadas pela sociedade, e à margem dos direitos de ter uma cidadania respeitada. A realidade da discriminação também pode levar à violência e à exclusão social. Portanto, diante desses perigos, o Papa entende que uma lei deve buscar garantir a seguridade que toda pessoa merece por ser cidadão de direitos”, pontuou dom Ricardo.

Doutrina sobre a família

O comentário do Papa, dentro do contexto do documentário, no entanto, não muda em nada do ponto de vista doutrinal ou dogmático sobre a família, segundo dom Ricardo, que destacou o parágrafo 292 da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris laetitia – sobre a alegria do amor na família para salientar a continuidade da Igreja que caminha “em pleno acordo com a Tradição da Igreja sobre a sacralidade do Matrimônio e sua dignidade no plano de Deus”.

“o matrimônio cristão, reflexo da união entre Cristo e a Igreja, realiza-se plenamente na união entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem até a morte e abrem à transmissão da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a graça para se constituírem como Igreja doméstica e serem fermento de vida nova para a sociedade (Amoris laetitia, n. 292).

Outro bispo que também situou a fala do Papa Francisco em acordo com o Magistério e a Doutrina sobre a dignidade da pessoa humana e sobre a família foi dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS). Em vídeo postado no canal da arquidiocese no Youtube ele resgata a fala do Papa e explica que a mesma “se insere perfeitamente dentro daquilo que a Igreja manifesta, por exemplo, no Catecismo”.

Dom Dimas Lara Barbosa fala sobre o Papa e os homossexuais
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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • Famílias de todos os continentes, desafios semelhantes e uma missão que permanece: formar, acompanhar e evangelizar. 

Hoje, na Sala Paulo VI, refletimos sobre a realidade, a beleza e os desafios das famílias. Um caminho que pede uma Igreja cada vez mais próxima e preparada para caminhar com elas.

Seguimos unidos às famílias do Brasil!
  • A vida é um dom de Deus, é sagrada.
Neste Dia do Nascituro, somos convidados a renovar o compromisso de amar, defender e cuidar da vida, desde o ventre materno até o seu fim natural.
Em carta dirigida à Igreja no Brasil, os bispos recordam que cada ser humano é único e possui uma dignidade que precisa ser reconhecida, respeitada e protegida desde a concepção.

Que, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, aprendamos a acolher, proteger e cuidar da vida com fé e esperança.
  • Chegamos ao último dia da nossa Semana Nacional da Vida, celebrando o Dia do Nascituro. Ao longo destes oito dias, fomos convidados a olhar para a vida em suas diferentes dimensões: acolher, cuidar, acompanhar, servir e reconhecer o valor de cada pessoa.

Mas essa caminhada não termina hoje. A defesa e o cuidado com a vida fazem parte da nossa missão todos os dias.

A Semana termina. A nossa missão continua!
  • Na abertura do encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, o Papa Leão XIV convida a aprender com as famílias e a acompanhar aquelas fragilizadas.

O evento reune quase 200 pessoas dos cinco continentes até o dia 14 de outubro.

Reprodução: @vaticannewspt
  • A vida ganha um novo sentido quando deixamos de olhar apenas para nós mesmos e percebemos quem precisa da nossa presença, do nosso cuidado e do nosso amor.

Na parábola do Bom Samaritano, Jesus nos mostra que amar é também aproximar-se, cuidar e agir.

Que os nossos pequenos gestos revelem o amor de Deus a quem encontramos pelo caminho.
  • Cada fase da vida tem seu valor, seus desafios e suas esperanças.

Hoje, somos convidados a olhar para a nossa própria jornada e também para a daqueles que caminham ao nosso lado. Afinal, ninguém deve enfrentar sozinho os desafios de cada etapa da vida.

Que a nossa fé nos ajude a reconhecer a beleza de cada tempo, acolher suas dificuldades e seguir com esperança, confiando que Deus continua presente em cada passo.

E você: qual atitude pode assumir hoje para viver mais plenamente a fase da vida em que está?
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