No mês em que a Igreja celebra o Dia Mundial dos Pobres (15 de novembro), o Papa Leão XIV convida os fiéis de todo mundo a rezarem “pelo bom uso das riquezas”. Este é o tema mensagem com o pedido de oração para o mês de novembro. Em sua oração, o Papa dirige-se ao “Senhor da vida” e reconhece que tudo o temos vem Dele: “A terra fértil, os talentos recebidos, o esforço de quem nos precedeu”.
Perante essa realidade, o Papa recorda que “a verdadeira riqueza não está naquilo que guardamos, mas naquilo que entregamos com amor”.
Leão XIV pede ao Espírito Santo que nos ensine a usar o dinheiro, o tempo, os talentos e as oportunidades como “instrumentos de fraternidade”, para que “cada decisão econômica, familiar ou comunitária nasça de um coração livre, capaz de reconhecer que todo o bem é comum, e que só partilhando construímos o futuro”.
Sobre a intenção
A riqueza financeira das famílias atingiu, em 2025, um recorde de 268,4 bilhões de euros, mais 8,6% do que no ano anterior, segundo o Relatório de Riqueza Global 2026 da Allianz. Ainda assim, a riqueza não chega a todos: nos países analisados, os 10% mais ricos da população detêm 85,4% dos ativos financeiros líquidos, enquanto a metade mais pobre, quase 3 bilhões de pessoas, praticamente não possui nada.
Entretanto, o número de pessoas com grandes fortunas continua aumentando. Segundo o Relatório de Riqueza Global 2026 do UBS, 2025 registou quase um milhão de novos milionários em dólares, mais de 2.600 por dia, e desde 2020, a riqueza média tem-se afastado cada vez mais da mediana, ou seja, da riqueza de uma pessoa comum. Os ganhos, portanto, distribuem-se de forma desigual: a riqueza dos mais ricos cresce mais rapidamente do que a de uma pessoa comum.








