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Home Noticias Família

Mães partilham experiências no dia a elas dedicado

11/05/2020
em Família, Vida
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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A experiência da maternidade é única para cada mulher, apesar de todas as semelhanças na dedicação e no amor incondicional. Desde o último sábado, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) tem partilhado experiências de mães de várias partes do Brasil e com diferentes histórias.

No Dia das Mães, Kathia Stolf, que junto com seu esposo Luiz Stolf, coordena nacionalmente a Pastoral Familiar, partilhou sobre “ser mãe em tempos de pandemia’, relatando a saudade dos filhos e netos, mas a necessidade de tomar os devidos cuidados com o isolamento social.

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

No programa Hora da Vida deste domingo, o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers, abriu espaço para três mães com histórias bem diferentes, mas com um mesmo alicerce: Deus no centro de suas vidas, fortaleza nas dificuldades.

O tema da live foi “A missão familiar de ser mãe”, uma edição especial com testemunhos e oração pela vocação materna.

Partilharam suas histórias Josiane, de 42 anos, casada com Bruno há 19 anos e mãe de três filhos, há três; Bianca Bezerra, que mora em São Paulo e tem dois filhos, um já adulto que reside no Espírito Santo e o Fernando de 16, que mora com ela e a “ensina a cada dia”. Também partilhou seu testemunho Marina Alexandroni, de 44 anos, casada com Rafael e mães de 11 filhos, nove vivos e dois no céu.

Aprender com o filho

Bianca partilhou sobre sua história de mãe. Seu primeiro filho nasceu quando ela tinha 17 anos. Três anos depois, começou a faculdade e, anos mais tarde, deixou o filho aos cuidados da mãe para se especializar em São Paulo (SP). Anos mais tarde, engravidou novamente, mas foi uma gestação de risco e Fernando nasceu com apenas 27 semanas. “Com 40 dias de vida, ele teve infecção intestinal, que generalizou, levando a sangramento na cabeça”, contou Bianca. Ela pediu intercessão de Nossa Senhora Aparecida e prometeu que, independente de como ele ficasse, ela se dedicaria inteiramente a ele. “Ele me ensina a ser um ser humano melhor, que aprende a ser humilde, a dar valor às coisas pequenas, a ajudar o próximo e perdoar sempre”, conta.

Após a preparação para a Primeira Eucaristia e depois para a Confirmação, Fernando a acompanha na missão de ser catequista de Crisma.

Abertura à vida

Marina, natural de São Paulo, mora em Brasília há 40 anos. Ela não era de uma família cristã, nem estruturada. Foi batizada somente aos doze anos quando foi à Igreja e pediu para ser batizada. Aos dez anos, na escola católica que estudava, escutou falar de Nossa Senhora e se apaixonou. Começou a frequentar a Igreja sozinha.

Já na Igreja, conheceu o esposo. Casou-se aos 17 anos com o propósito de abertura à vida. Logo ficou grávida, mas perdeu o bebê. Quando vieram os filhos, também experimentou crises com as perdas e os julgamentos.
“Fundamental para que eu administrasse esses meninos, foi passar a fé para eles, porque era um escândalo para o mundo. Quando fiquei grávida do meu quarto filho, eu tive uma grande crise. E me ajudou muito a sabedoria de um pobre que me deu um livro que ensinava: estar grávida não significava que eu ia ter os bebês e que eles não eram meus, eram de Deus. Isso me ajudou a me abrir”.

Marina partilhou que fui muito bombardeada pelos médicos e o que a ajudou foi a comunidade paroquial. E ressaltou que para administrar a família numerosa é necessária confiança na providência divina e oração: “Deus tem providenciado tudo. A oração das Laudes todos os domingos tem mantido a minha família até hoje. É um selo no coração dos meus filhos”, afirmou.

Adoção e planos de Deus

Josiane casou-se em 2000 e, naquela época, ela e o esposo eram “dois jovens imaturos”, considera. Eles decidiram morar no exterior e não ter filhos por 10 anos. Quando tentaram, viram que tinham possibilidade.

Participando de encontros, o casal acredita que foi se abrindo a ouvir o que Deus tinha planejado para eles. Em um retiro para mulheres, Josiane sentiu-se tocada e resolveu ir junto com Bruno dar entrada em um processo de adoção. “Foi tudo muito difícil”.

“Antes, o início do nosso casamento não tínhamos esse habito de convidar Deus para estar junto com a gente e ver o que ele tinha para nós”. Porém, naquele momento, estava disposta a receber tudo o que Deus tinha planejado para eles.

Depois de um ano e meio do processo de adoção, sem muitas exigências, conseguiram adotar três crianças, um trio de irmãos. “Foi um grande desafio, tivemos que aprender a ser pais”, partilhou.

Confira a íntegra da partilha dessas histórias:

Tags: Dom Ricardo HoepersHora da VidaMães
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  • Quem cuida da Pastoral Familiar também precisa ser cuidado, formado e fortalecido para a missão.

Por isso, o Encontro Nacional de Formação é uma oportunidade para coordenadores paroquiais, diocesanos e regionais ampliarem seus conhecimentos, partilharem experiências e encontrarem novos caminhos para acompanhar as famílias.

📅 6 a 8 de novembro
📍 Foz do Iguaçu (PR)

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  • O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, fizeram um balanço da participação brasileira no encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, realizado entre os dias 7 e 14 de outubro, no Vaticano.

Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.

Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?

O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.

Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
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