A Paróquia São João Bosco, no Núcleo Bandeirante, em Brasília, acolheu no dia 15 de outubro, a formação da Pastoral Familiar sobre o tema: “Matrimônio, uma vocação de amor, compromisso e graça”, com o objetivo de redescobrir a beleza do sacramento. A formação foi conduzida pelo padre Rodolfo Chagas Pinho, assessor Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O encontro contou com a presença de agentes da Pastoral Familiar, mas também de outras pastorais, movimentos e serviços da paróquia, reforçando a dimensão comunitária do acompanhamento matrimonial.
A reflexão partiu da ideia de que o matrimônio não é apenas celebração, mas uma vida inteira transformada em vocação. A ideia central apresentada foi: amor que se torna compromisso e compromisso sustentado pela graça. Durante o encontro foi aprofundada a compreensão de que amor, compromisso e graça se sustentam mutuamente.
Outro ponto destacado pelo padre Rodolfo foi a dimensão cotidiana da graça. Cristo não esteve apenas no altar. Permanece no diálogo, no perdão, na intimidade, nas contas da casa e no cuidado dos filhos. A formação também abordou o olhar pastoral para as histórias concretas. Casais que já vivem juntos devem ter valorizados seus vínculos e responsabilidades existentes, sendo convidados com respeito ao discernimento sacramental, à luz da Amoris Laetitia (291 a 300).
Nesse sentido foi reforçada a necessidade de uma paróquia amiga dos matrimônios, com agentes que sejam pontes e não barreiras. Escutar antes de cobrar, aproximar-se antes de exigir, acompanhar antes e depois da celebração, conforme Amoris Laetitia (199).
Para superar vergonhas e dúvidas, o encontro lembrou que nunca é tarde para procurar a Igreja e que não se deve presumir impedimentos, mas ouvir a história e verificar cada situação.
Pe. Rodolfo ressaltou ainda que o cuidado não termina no altar, mas continua no acompanhamento dos primeiros anos e de todas as etapas com oração, diálogo, Eucaristia, amizade entre casais e apoio nas crises, conforme Amoris Laetitia (217 a 230).


