Foi publicada, nesta segunda-feira (25), a primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” . O texto foi assinado pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. Na carta, o Santo Padre aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial.
Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.
Em um dos parágrafos, o Santo Padre ressalta a importância da defesa família:
165. A família é um bem social primário. Fundada na união estável entre um homem e uma mulher, é o primeiro ambiente em que cada um desenvolve as suas potencialidades, toma consciência da própria dignidade e aprende as primeiras formas de verdade e bondade, interiorizando hábitos que preparam para a vida social. Como primeira sociedade natural, dotada de direitos originais, a família é a célula fundamental e insubstituível de toda a organização comunitária. Consequentemente, quando os projetos políticos e as grandes decisões econômicas lhe relegam um papel marginal ou secundário, o autêntico crescimento de todo o corpo social fica comprometido.
Leia a Encíclica Magnifica humanitas na íntegra.
Subsídio pastoral
Para apoiar as pessoas, famílias, grupos e comunidades numa reflexão simples, mas profunda, sobre a relação entre fé, dignidade humana e inovação tecnológica, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral preparou um subsídio sobre a encíclica Magnifica Humanitas.

