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Home Noticias Família

“O evangelho da família é para todos os homens e as mulheres que querem amar e ser amados”, disse dom Petrini

18/12/2020
em Família, No Brasil
Tempo de leitura: 8 mins leitura
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6_Peregrinao_Nacional_2014_104

Por Assessoria de Imprensa CNPF

O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, presidiu a missa da 6ª Peregrinação Nacional da Família, no Basílica de Aparecida, no domingo, 25. Milhares de peregrinos participaram da celebração. Durante todo o dia, estima que mais de 180 mil fiéis passaram pelo Santuário Nacional, vindos de romarias da família do Brasil. 

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Confira Galeria de Fotos.

Recorde a reflexão de dom Petrini, durante homilia da missa da Peregrinação:

“Encontramo-nos na Basílica Nacional dedicada a Nossa Senhora Aparecida, a casa da nossa querida Mãe que hoje nos recebe com alegria. Ela acolhe com amor de Mãe as famílias peregrinas, as famílias que aqui chegaram em romaria para pedir a graça da paz, para rezar pelas crianças, pelos adolescentes, pelos jovens, que encontrem caminhos de crescimento e de sabedoria, de luz e de maturidade, para que cada família permaneça unida, para que a Mãe Aparecida proteja as famílias e todo o povo brasileiro das forças de destruição que às vezes parecem levantar-se em nossa sociedade.

Este é o lugar onde somos amados, onde nossas tribulações são acolhidas e nossos pecados são perdoados. Aqui o amor da nossa Mãe nos envolve e tem o poder de renovar a nossa vida, aqui ela nos apresenta Jesus, aquele que doa a nós sua vida divina, aquele que vence o mal e a morte.

Lembramos a visita do Papa Bento XVI, em 2007, quando aqui veio inaugurar a 5ª Conferência do Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (CELAM). Nessa ocasião, o Papa disse: “A família é patrimônio da humanidade, constitui um dos tesouros mais importantes dos povos latino americanos. Ela foi e é escola da fé, palestra de valores humanos e cívicos”. (DI)

E guardamos na memória as imagens do Papa Francisco que esteve aqui durante a Jornada da Juventude, em julho do ano passado. Ele disse: “Irmãos, irmãs, sejamos luzeiros de esperança”.

E já em 1980, esteve aqui o Papa João Paulo II, agora São João Paulo II, o Papa da Família, o Santo que do céu vela pelas nossas famílias. Ele nos covidou a retomar o desígnio de Deus pobre Pessoa, Matrimônio e Família. Ele foi pregando pelo mundo inteiro o evangelho da família, a boa notícia que é a família, quando é vivida segundo o desígnio de Deus. 

E Agora, no início de maio, estiveram aqui todos os Bispos do Brasil para realizarem, durante dez dias de trabalho, a 52ª Assembleia Geral da CNBB, atentos aos caminhos do povo cristão, para que sejam caminhos de fé, de construção na paz, de convivência na alegria.

Aqui estamos agora para que a Mãe de Deus e Mãe nossa estenda seu manto sobre as famílias brasileiras. Aqui chegam os romeiros para pedir a benção em suas necessidades e tribulações, aqui vem todos os bispos do Brasil para apresentar a Deus as necessidades do povo Brasileiro, a necessidade de encontrar Jesus, de deixar-se iluminar pela Luz que é Cristo, de viver em paz. Aqui vieram já três Papas, trazendo aos pés de Nossa Senhora os sofrimentos do mundo inteiro, o propósito de evangelizar, de “sermos luzeiros de esperança”, levando a luz de Cristo àqueles que estão mergulhados em trevas, levando a sabedoria do Evangelho àqueles que vivem de maneira insensata, levando a paz do Senhor àqueles que são tentados de usar a violência.  

A Igreja vive ainda o Tempo Pascal e no Evangelho Jesus diz: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós.” Nós sabemos que ele chega até nós através da sua palavra, com seu corpo e sangue no sacramento da Eucaristia, ele chega até nós através das pessoas que o seguem que vivem unidas a Ele, que lhe pertencem e dão testemunho de uma vida nova, mais humana, mais alegre pela sua graça. Ainda Jesus diz: “Quem me ama será amado por meu Pai e eu o amarei e me manifestarei a ele.” (Jo 14, 20- 21). Assim, fazemos a experiência de sermos envolvidos, mergulhados neste amor de Deus.

O Pai, o Criador, aquele que faz brilhar o sol de dia e as estrelas de noite quer a minha vida e me ama, quer a sua vida e o ama. Quanta certeza, confiança, esperança nascem desse amor divino que nos envolve. Como sabemos que isto é verdade? O próprio Jesus nos diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. E os mandamentos que Jesus nos dá são simples: segui-lo, preferindo-o a tudo e amar os nossos irmãos, acolhendo-os em suas necessidades e perdoando-os quando nos ofendem. Isto é o que Jesus quer de nós, e é o segredo para termos uma vida nova, o caminho para encontrar a alegria. Se mudamos nossas atitudes, se seguimos Jesus e guardamos os seus mandamentos, então é verdade que nós o amamos e que ele nos ama.

A 1ª leitura, dos Atos dos Apóstolos dizia: “Era grande a alegria naquela cidade”. A fonte dessa alegria era Jesus, anunciado, amado e seguido. Hoje parece tão rara essa alegria! Vemos mais brigas, bebedeiras, solidao, tiroteios, jovens que vão estragando suas vidas com as drogas, violências, pessoas amarguradas, desânimadas, com raiva. Oh Virgem Mãe, dai-nos firmeza na fé e ardor para evangelizar, para sermos curados dessas feridas e para curar essas feridas nas outras pessoas, para que testemunhemos essa alegria.

Exatamente para mudar essas situações o Senhor Jesus veio até nós, abraçou a cruz tomando sobre si nossos males, ressuscitou para abrir um novo caminho, que começa na pessoa (começa em você, meu irmão, minha irmã, quando pede a Nossa Senhora, quando pede a Jesus) e logo a novidade se comunica à família.

São João Paulo II falou do evangelho da família (a boa notícia que é a família) que vou recordar brevemente.

O evangelho da família é para todos os homens e as mulheres que querem amar e ser amados. Muitas vezes parece que esse amor evapora, decai, parece não resistir ao tempo, então ficamos tristes.  

6_Peregrinao_Nacional_2014_124

  1. Deus valoriza o amor humano e o fortalece, enxertando-o no amor de Jesus pela Igreja. O amor de Jesus é amor que se doa e que não foge diante da cruz, abraça o sacrifício, é um amor que vai até o fim. O amor humano é o que mais nos aproxima de Deus, quando também se torna amor que se doa e não foge do sacrifício. (Não é amor egoísta que só busca sua própria satisfação).   
  2. O evangelho da família dá um valor extraordinário à sexualidade, quando exprime amor sincero e fiel e se concretiza numa família fundada no matrimônio. A sexualidade torna-se, então, o modo mais nobre de participar do amor criador de Deus, que é Pai, porque gera vida nova, abrindo para a experiência fascinante da maternidade e da paternidade. Ah, mas é um peso, exige sacrifícios. Com Jesus o fardo é leve, o jugo é suave (Mt. 11, 29-30). A beleza de ser pai é maior do que o peso da responsabilidade, a grandeza de ser mãe é maior do que o sacrifício de cuidar. Jesus ressuscitado, presente entre nós nos diz: Não tenhais medo. Eu venci o mundo.
  1. A boa notícia da família nos anuncia que Jesus Cristo, morto e ressuscitado está presente na vida da família. O sacramento do matrimônio torna presente Jesus, nos relacionamentos entre marido e mulher, entre pais e filhos. Um senhor jò maduro, algum tempo atrás, me contou o que ficou pensando quando estava chegando em casa. Ele me disse: “Estava chegando em casa, à noite, depois de um dia de trabalho, e comecei a pensar comigo: agora entrando em casa, me reencontro com esta mulher, a mãe dos meus filhos, com a qual estou casado há 23 anos. Ela perdeu um pouco a beleza dos 20 anos, mas fico feliz de voltar em casa e de encontrá-la. Ela está me esperando”. E Tu, Senhor, estás entre nós. Pelo Seu desígnio amoroso, nós nos encontramos, gostamos um do outro, ficamos namorando, casamos e tivemos esses três filhos. Experimentamos o Seu amor misericordioso para conosco. Quando eu fiquei desempregado, pela Sua presença, não perdemos a coragem e demos a volta por cima, nunca vou esquecer como essa mulher me ajudou naquela temporada sombria. Quando o menino do meio pegou a dengue hemorrágica, parecia que o mundo ia acabar. Mas, a Mãe querida nos deu amparo e Tu, Senhor, curaste o menino. Agora, ao entrar em casa, encontrando-me com ela, é a Ti, Senhor, que encontro. No rosto dela, marcado pelos anos e pelos sacrifícios que enfrentamos, eu reconheço os traços de Teu rosto divino. Tu, Senhor, estás entre nós, nesta nossa casa. Esse é o evangelho da família, ela é uma pequena igreja, (igreja doméstica) na qual Deus mesmo habita. Isto faz muita diferença na maneira de viver. E’ possível viver assim. Por isso, dizia aquele senhor, temos um pequeno oratório na sala, por isso, rezamos quando começa o dia e, à noite, antes de dormir.
  1. Meus irmãos e irmãs há muitos caminhos para viver o amor humano e muitas maneiras de formar uma família nos dias de hoje, mas a família que se funda no matrimônio, conforme o desígnio de Deus, aberta para gerar filhos e educá-los, é o caminho da maior realização humana, o caminho da felicidade e da paz. O mundo que ignora a Deus é um mundo que vai decaindo, torna-se desumano, nesse mundo não há amor e sim solidão e amargura. Em lugar do amor, domina o interesse, a esperteza, destruição e morte. 

Retomemos o caminho do Evangelho, o caminho que é Jesus. Quando acabou o vinho nas bodas de Canaã, o que devia ser uma grande festa estava tornando-se um desastre, um vexame. Mas, aquele casal tinha convidado Maria e Jesus. A festa foi salva. Nós também podemos convidar a Virgem Maria e o seu Filho Jesus. Ele muda a água em vinho, Ele nos oferece a possibilidade de continuar a vida como a grande festa do amor.

 Quero concluir com as palavras com as quais o Papa Bento XVI, em 2007, concluiu seu Discurso Inaugural em Aparecida: “Ficai em nossas famílias, Senhor, iluminai-as em suas dúvidas, sustentai-as em suas dificuldades, consolai-as em seus sofrimentos e na fadiga de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza. Vós que sois a Vida, permanecei em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde a vida é acolhida, amada e respeitada, desde a concepção até o seu término natural”.

Invoco a proteção da Mãe de Deus e da Igreja sobre vocês aqui reunidos e vossas famílias, sobre todas as famílias brasileiras. Imploro de forma especial a Mãe Aparecida em cuja casa nos encontramos, acolhidos e abraçados por Ela. Que a todos Ela acompanhe na exigente tarefa de fazer brilhar a beleza da vida familiar em nossos lares e nos sustente no desafio de ajudar os adolescentes e os jovens desta terra a abraçar o verdadeiro amor, vivido como dom sincero e total de si para o bem de outras pessoas. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dom Joao Carlos Petrini

Bispo de Camaçari (BA)

Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.

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  • Quem cuida da Pastoral Familiar também precisa ser cuidado, formado e fortalecido para a missão.

Por isso, o Encontro Nacional de Formação é uma oportunidade para coordenadores paroquiais, diocesanos e regionais ampliarem seus conhecimentos, partilharem experiências e encontrarem novos caminhos para acompanhar as famílias.

📅 6 a 8 de novembro
📍 Foz do Iguaçu (PR)

Família, torna-te aquilo que és: do anúncio da vocação ao acompanhamento das famílias.

Venha viver esse momento de formação conosco!

Inscrições abertas e vagas limitadas. Acesse o link da bio para se inscrever.
  • O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, e o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari, fizeram um balanço da participação brasileira no encontro “Dez anos depois da Amoris laetitia: anunciar o Evangelho com as famílias hoje”, realizado entre os dias 7 e 14 de outubro, no Vaticano.

Eles reconhecem o empenho da Pastoral Familiar no Brasil e fazem um convite às famílias brasileiras e a todo o clero a continuarem a promover a santidade neste ambiente tão fecundo de amor.
  • Olá, estimadas famílias. Estamos aqui no Vaticano, na sala Paulo VI, para o nosso quinto dia de reflexões sobre os 10 anos da Amoris Laetitia. E hoje tratando especificamente dos do tema nas dificuldades da vida, acompanhamento e apoio necessário às nossas famílias.

Para o início desta reflexão, foram introduzidos a os o tema com algumas colocações que vocês encontram também no site apontado onde estão todos esses subsídios que estamos aqui trabalhando. E tudo isso nos fez mergulhar ainda mais profundamente no capítulo oitavo de Amoris Laetitia, como em toda ela que permeia esse cuidado, esse apoio e esse acompanhamento.

Mas hoje precisamente falando das dificuldades que passamos enquanto famílias, se suscita a necessidade de passarmos da assistência para o acompanhamento. A importância de formarmos redes de apoio tanto comunitária quanto profissional e pastoral. Não podemos estar sozinhos, precisamos de apoio de toda essa conjuntura.

Ajuda mútua, sem julgamentos, fraternal, menos formal, precisamos de processos de discernimento.

Nesses 10 anos, Amoris Laetitia nos leva a mostrar o rosto materno da Igreja. Materno como da mãe Aparecida, que ama e abençoa o Brasil. Por isso nós daqui pedimos também a bênção dela sobre todo o nosso povo brasileiro.

Um fraterno abraço a todos.
  • Que Nossa Senhora Aparecida interceda por cada lar, fortaleça os casais, proteja as crianças, acompanhe os jovens e cubra com seu manto os idosos e todos aqueles que precisam de cuidado.

Que Maria nos ensine a viver uma fé que se transforma em presença, cuidado e amor dentro de nossas famílias.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
  • Deus continua nos convidando. Como nossa família tem respondido?

O Evangelho deste domingo nos apresenta um convite para participar da alegria do Reino. E, muitas vezes, Deus também nos chama por meio das pequenas oportunidades do cotidiano: na oração em família, na Santa Missa, no serviço, no perdão e na reconciliação.

Que nesta semana nossa família tenha um coração disponível para dizer “sim” aos convites de Deus.
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