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Home Noticias Igreja

“Que, no Jubileu da Misericórdia, as famílias redescubram o tesouro do perdão recíproco”

16/12/2020
em Igreja, No Mundo
Tempo de leitura: 4 mins leitura
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papa_catequese_misericordia“Se aprendemos a viver assim em família, fazemos também fora, em qualquer lugar que estamos. É fácil ser cético sobre isso. Muitos – também entre cristãos – pensam que seja um exagero. Diz-se: sim, são belas palavras, mas é impossível colocá-las em prática”, disse o papa Francisco na catequese, hoje, 04 de novembro, no Vaticano.

CATEQUESE

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Praça São Pedro – Vaticano

Quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Boletim da Santa Sé

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A Assembleia do Sínodo dos Bispos, que se concluiu há pouco, refletiu a fundo a vocação e a missão da família na vida da Igreja e da sociedade contemporânea. Foi um evento de graça. Ao término, os padres sinodais me entregaram o texto de suas conclusões. Quis que esse texto fosse publicado para que todos participassem do trabalho em que nos viram empenhados juntos por dois anos. Esse não é o momento de examinar tais conclusões, sobre as quais devo eu mesmo meditar.

Nesse meio de tempo, porém, a vida não para, em particular a vida das famílias não para! Vocês, queridas famílias, estão sempre em caminho. E continuamente escrevem já nas páginas da vida concreta a beleza do Evangelho da família. Em um mundo que às vezes se torna árido de vida e de amor, a cada dia vocês falam do grande dom que são o matrimônio e a família.

Hoje gostaria de destacar esse aspecto: que a família é um grande ginásio de treinamento ao dom e ao perdão recíproco sem o qual nenhum amor pode durar muito. Sem se doar e sem se perdoar o amor não permanece. Na oração que Ele mesmo nos ensinou – isso é, o Pai Nosso – Jesus nos faz pedir ao Pai: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. E no fim comenta: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6, 12. 14-15). Não se pode viver sem se perdoar, ou ao menos não se pode viver bem, especialmente em família. Todo dia cometemos erros uns com os outros. Devemos levar em conta esses erros, devidos à nossa fragilidade e ao nosso egoísmo. O que porém é pedido a nós é curar logo as feridas que nos fazem, tecer de novo imediatamente os fios que se rompem na família. Se esperamos muito, tudo se torna mais difícil. E há um segredo simples para curar as feridas e para rejeitar as acusações. É isso: não deixar terminar o dia sem pedir desculpa, sem fazer as pazes entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs…entre nora e sogra! Se aprendemos a pedir desculpas logo e a nos doarmos o recíproco perdão, curamos as feridas, o matrimônio se fortalece e a família se torna uma casa sempre mais sólida, que resiste aos choques das nossas pequenas e grandes maldades. E por isso não é necessário fazer um grande discurso, mas é suficiente um carinho: um carinho e terminou tudo e se recomeça. Mas não terminar o dia em guerra!

Se aprendemos a viver assim em família, fazemos também fora, em qualquer lugar que estamos. É fácil ser cético sobre isso. Muitos – também entre cristãos – pensam que seja um exagero. Diz-se: sim, são belas palavras, mas é impossível colocá-las em prática. Mas graças a Deus não é assim. De fato, é justamente recebendo o perdão de Deus que, por sua vez, somos capazes de dar o perdão aos outros. Por isso Jesus nos faz repetir essas palavras que recitamos na oração do Pai Nosso, isso é, todos os dias. E é indispensável que, em uma sociedade às vezes cruel, haja lugares como a família, onde aprender a perdoar uns aos outros.

O Sínodo reavivou a nossa esperança também sobre isso: faz parte da vocação e da missão da família a capacidade de perdoar e de se perdoar. A prática do perdão não somente salva as famílias da divisão, mas as torna capazes de ajudar a sociedade a ser menos má e menos cruel. Sim, todo gesto de perdão repara a casa das rachaduras e fortalece seus muros. A Igreja, queridas famílias, está sempre próxima a vocês para ajudar a construir a vossa casa sobre a rocha da qual falou Jesus. E não esqueçamos essas palavras que precedem imediatamente a parábola da casa: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. E acrescenta: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: nunca vos conheci” (cfr Mt 7, 21-23). É uma palavra forte, não há dúvida, que o objetivo é nos abalar e nos chamar à conversão.

Asseguro-vos, queridas famílias, que se forem capazes de caminhar sempre mais decididamente no caminho das Bem-Aventuranças, aprendendo e ensinando a se perdoarem reciprocamente, em toda a grande família da Igreja crescerá a capacidade de dar testemunho da força renovadora do perdão de Deus. Do contrário, faremos pregações belíssimas e talvez vamos expulsar qualquer demônio, mas no fim o Senhor não nos reconhecerá como os seus discípulos, porque não tivemos a capacidade de perdoar e de nos fazermos perdoar pelos outros!

Realmente as famílias cristãs podem fazer muito pela sociedade de hoje e também pela Igreja. Por isso desejo que, no Jubileu da Misericórdia, as famílias redescubram o tesouro do perdão recíproco. Rezemos para que as famílias sejam sempre mais capazes de viver e de construir caminhos concretos de reconciliação, onde ninguém se sinta abandonado ao peso dos seus débitos.

Com essa intenção, digamos juntos: “Pai nosso, perdoai os nossos pecados, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • Uma reflexão sobre o documento do Dicastério para a Dountrina da Fé! Salve este post!

➡️Como recorda o documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, a família é o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé. É ali que as crianças têm suas primeiras experiências de confiança, amor e proximidade com Deus.
Por isso, a missão dos pais não se limita a ensinar sobre Jesus, mas também a conduzir os filhos a uma experiência pessoal com Ele, contando com o apoio e a caminhada da comunidade eclesial.
A fé que recebemos também é um dom que somos chamados a transmitir!
  • Neste Dia de Finados, nossa oração se volta tanto para aqueles que partiram quanto para as famílias e pessoas que enfrentam a dor da despedida.
A Pastoral Familiar conta com os Grupos de Perdas e Viuvez, que prestam um importante serviço de acolhimento, escuta e partilha com pessoas enlutadas.
Também recomendamos o livro Perdas e Viuvez: Partilhando Vidas, disponível na Loja da Pastoral Familiar, como um recurso para conhecer e aprofundar essa realidade.
📖 Conheça a publicação: lojacnpf.org.br
Que nossas comunidades sejam lugares onde ninguém precise viver sua dor sozinho. Que o amor de Deus sustente cada pessoa e cada família que sente saudade.
  • Neste domingo, celebramos Todos os Santos e recordamos que é possível caminhar rumo ao céu por meio das pequenas escolhas de cada dia: amar, perdoar, acolher, servir e viver as bem-aventuranças.

Que nossa família encontre, na vida dos santos, inspiração para crescer na fé e fazer de cada gesto uma expressão do amor de Deus. 

Convidamos vocês a lerem juntos o Evangelho e escolherem uma bem-aventurança para colocar em prática durante a semana.
  • A santidade não é uma realidade distante ou reservada a poucas pessoas. É um chamado que alcança também a vida cotidiana, os relacionamentos e a convivência familiar.
Neste dia de Todos os Santos, peçamos a Deus a graça de construir lares onde o amor seja cultivado, o perdão encontre espaço e a fé seja testemunhada todos os dias.
Que os santos intercedam por nossas famílias.
  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
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