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Home Noticias Família

Saiba quais são as obras de misericórdia corporais

16/12/2020
em Família, Igreja
Tempo de leitura: 3 mins leitura
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“Sede misericordiosos, como vosso Pai do céu é misericordioso.” (Lc 6, 36). A certeza de que nosso Deus é Pai misericordioso é uma das verdades centrais de nossa fé cristã. O modo como Deus é e age tem a marca da misericórdia. Porém, o Ano da Misericórdia quer nos educar para uma vida marcada pela misericórdia, por isso: “sede misericordiosos”, ou “bem-aventurados os misericordiosos” (Mt 6,7). A Tradição da Igreja convencionou apresentar sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais. Tratarei, hoje, das obras de misericórdia corporais, mostrando como, para cada uma delas podemos viver a compaixão.

Dar de comer a quem tem fome. A comida é uma necessidade humana básica. A existência de pessoas que passam fome é um escândalo para a humanidade. As iniciativas sociais e, em nossa Igreja, para dar de comer aos famintos, são muitas. Disse Jesus: “Eu estava com fome e vocês me deram de comer.” (Mt 25,35).

Dar de beber a quem tem sede. Trata-se mais do que oferecer um copo d´água. Diz nosso Papa que “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal.” (Laudato Si, 30).

Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026 Encontro Nacional de Formação da Pastoral Familiar - 2026

Vestir os nus. Quanto desperdício na compra de roupas desnecessárias! Vê-se muita generosidade na doação de roupas e agasalhos. Isto é bom. Melhor se nos educássemos, como nos diz o Papa para a “sobriedade feliz” (LS 224), não sendo “consumistas desenfreados” (LS 227). Afinal, disse Jesus: “Por que vocês ficam preocupados com a roupa?” (Mt 7,28).

Acolher os peregrinos. Esta é uma atitude bíblica muito estimada. No livro do Gênesis, conta que Abraão e Sara, ao acolherem os três peregrinos, acolheram o próprio Deus e foram abençoados com o filho que tanto esperavam. Hoje, abrir as portas para acolher os migrantes é um desafio sobretudo para as sociedades mais industrializadas. Não pode um cristão e nossas comunidades ter preconceitos para acolher os que são obrigados a migrar em busca de melhores condições de vida para suas famílias.

Visitar os enfermos. Os relatos dos evangelhos nos mostram Jesus muito envolvido, próximo dos enfermos. Ele os tocava e os curava. Os cristãos têm uma longa tradição de cuidado com os doentes e idosos. Quantas vidas doadas, ontem e hoje, pelos enfermos, muitas no anonimato. Bela é a missão da pastoral que visita os doentes.

Visitar os presos. Em primeiro lugar, é preciso desarmar-se de preconceitos e julgamentos. Ao visitar os presidiários expressamos e oferecemos a misericórdia de Deus, que vai além da justiça, e continua a amar a pessoa, mesmo no erro e no pecado.

Enterrar os mortos. No Livro de Tobias encontramos o seguinte: “Tobit com uma solicitude toda particular, sepultava os defuntos e os que tinham sido mortos.” (Tb 1, 20). Mas, sobretudo,trata-se de auxiliar os familiares e amigos a elaborarem o luto, sendo suporte neste momento difícil, partilhando as palavras de Jesus sobre a Ressurreição.

Enfim, neste Ano da Misericórdia, “abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda.” (Papa Francisco, O rosto da misericórdia, 15).

Dom Adelar Baruffi

Bispo de Cruz Alta (RS)

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O Portal Vida e Família é a página web oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste canal, é possível acompanhar nossa atuação no serviço e na promoção da Cultura da Vida e do Amor, através do anúncio do Evangelho da Família e do Evangelho da Vida.
  • Uma reflexão sobre o documento do Dicastério para a Dountrina da Fé! Salve este post!

➡️Como recorda o documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, a família é o primeiro e mais essencial lugar de transmissão da fé. É ali que as crianças têm suas primeiras experiências de confiança, amor e proximidade com Deus.
Por isso, a missão dos pais não se limita a ensinar sobre Jesus, mas também a conduzir os filhos a uma experiência pessoal com Ele, contando com o apoio e a caminhada da comunidade eclesial.
A fé que recebemos também é um dom que somos chamados a transmitir!
  • Neste Dia de Finados, nossa oração se volta tanto para aqueles que partiram quanto para as famílias e pessoas que enfrentam a dor da despedida.
A Pastoral Familiar conta com os Grupos de Perdas e Viuvez, que prestam um importante serviço de acolhimento, escuta e partilha com pessoas enlutadas.
Também recomendamos o livro Perdas e Viuvez: Partilhando Vidas, disponível na Loja da Pastoral Familiar, como um recurso para conhecer e aprofundar essa realidade.
📖 Conheça a publicação: lojacnpf.org.br
Que nossas comunidades sejam lugares onde ninguém precise viver sua dor sozinho. Que o amor de Deus sustente cada pessoa e cada família que sente saudade.
  • Neste domingo, celebramos Todos os Santos e recordamos que é possível caminhar rumo ao céu por meio das pequenas escolhas de cada dia: amar, perdoar, acolher, servir e viver as bem-aventuranças.

Que nossa família encontre, na vida dos santos, inspiração para crescer na fé e fazer de cada gesto uma expressão do amor de Deus. 

Convidamos vocês a lerem juntos o Evangelho e escolherem uma bem-aventurança para colocar em prática durante a semana.
  • A santidade não é uma realidade distante ou reservada a poucas pessoas. É um chamado que alcança também a vida cotidiana, os relacionamentos e a convivência familiar.
Neste dia de Todos os Santos, peçamos a Deus a graça de construir lares onde o amor seja cultivado, o perdão encontre espaço e a fé seja testemunhada todos os dias.
Que os santos intercedam por nossas famílias.
  • Amar também é cuidar.
O Evangelho deste domingo nos lembra que o amor a Deus não pode ficar apenas nas palavras. Ele se torna concreto na forma como olhamos, escutamos, ajudamos e cuidamos das pessoas que fazem parte da nossa vida.
Que nossa família aprenda, todos os dias, a transformar o amor em pequenos gestos concretos.
Compartilhe este conteúdo com sua família.
  • A família precisa de esperança, acolhimento e amor! 

Em um mundo que tanto precisa de Deus, a Igreja é chamada a ser presença que acolhe, fortalece e anuncia a esperança de Cristo às famílias.

Que nunca nos falte coragem para levar o amor de Deus a cada lar!

Compartilhe essa mensagem tão especial diretamente do encontro “10 anos depois de Amoris Laetitia” para nossas famílias.
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