Igreja

São José é o homem da presença discreta que protege a Igreja

por Andre Luiz, 24 de novembro de 2021, 0 Comentários(s)

Na Audiência Geral desta quarta-feira (24), o Papa Francisco retomou a série de catequeses sobre a figura de São José, padroeiro da Igreja, iniciada na última semana. O tema do encontro semanal foi “São José na história da Salvação”. Durante a fala, o Santo Padre destacou que o pai adotivo de Cristo viveu o protagonismo com uma presença discreta, sem querer atrair a atenção para ele.

Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

“Todos podem encontrar em São José, o homem que passa despercebido, o homem da presença diária, discreta e escondida, um intercessor, um apoio e um guia em tempos de dificuldade. Ele nos lembra que todos aqueles que aparentemente estão escondidos ou na “segunda linha” têm um protagonismo inigualável na história da salvação”, explicou o Pontífice. “O mundo precisa desses homens e dessas mulheres. Homens e mulheres na segunda linha, mas que sustentam o desenvolvimento da nossa vida, de cada um de nós e que com a oração, com o exemplo, com o ensinamento nos sustentam na estrada da vida”, exortou Francisco.

O Santo Padre ainda destacou a importância dessas figuras para o núcleo familiar e para o desenvolvimento dos pequenos. “Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos”, completou o Papa.

São José, o protetor

No Evangelho, São José aparece também como guardião de Jesus e de Maria. É por isso que também é considerado como protetor da Igreja. “A Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria”, destacou o Papa.

Este aspecto do cuidado do pai Adotivo de Jesus, foi lembrado pelo Santo Padre, em comparação à resposta de Caim a Deus, quando pergunta por Abel e responde: “Sou porventura o guarda do meu irmão?”. “José, com a sua vida, parece querer nos dizer que somos sempre chamados a sentirmo-nos guardiões dos nossos irmãos, guardiões dos que nos são próximos, daqueles que o Senhor nos confia através das circunstâncias da vida”, exemplificou.

Por fim, o Pontífice destacou a importância dos laços humanos que São José apresenta. “De fato, o Evangelho nos narra a genealogia de Jesus, não só por uma razão teológica, mas também para recordar a cada um de nós que a nossa vida é constituída por laços que nos precedem e acompanham. O Filho de Deus escolheu o caminho dos vínculos para vir ao mundo, o caminho da história: não veio ao mundo com magia, mas fez o caminho histórico que fazemos todos nós”, apontou.

O Santo Padre finalizou a catequese com a seguinte oração:

São José,

vós que guardastes a ligação com Maria e Jesus,

ajudai-nos a cuidar das relações na nossa vida.

Que ninguém experimente o sentimento de abandono

que vem da solidão.

Que cada um de nós se reconcilie com a própria história,

com aqueles que nos precederam,

e reconheça inclusive nos erros cometidos

um modo pelo qual a Providência abriu o seu caminho,

e o mal não teve a última palavra.

Mostrai-vos amigo para aqueles que mais lutam,

e como apoiastes Maria e Jesus nos momentos difíceis,

assim apoiai também a nós no nosso caminho. Amém.

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