Família

“As crises conjugais não são uma maldição, mas uma oportunidade”, diz Papa

por Andre Luiz, 6 de novembro de 2021, 0 Comentários(s)

O Papa Francisco se reuniu, neste sábado (6), com cerca de 600 pessoas ligadas à Associação Retrouvaille – um serviço experiencial oferecido a casais que sofrem graves problemas de relacionamento, que estão prestes a se separar ou já separados e que pretendem reconstruir seu relacionamento amoroso, trabalhando para salvar seu matrimônio em crise, ferido e dilacerado. Na ocasião, o Santo Padre destacou o lado bom das crises.

Foto: Vatican Media

“O que devemos temer é cair no conflito porque é difícil encontrar uma solução no conflito. Por outro lado, a crise te faz dançar um pouco, às vezes te faz ouvir coisas ruins, mas da crise se pode sair, desde que dela se saia melhor”, disse o Pontífice. “A crise é uma oportunidade de dar um salto qualitativo nas relações”, completou Francisco ao fazer referência ao texto da Exortação Apostólica Amoris Laetitia ( 232-238). 

“As crises das pessoas produzem feridas, chagas no coração e na carne. “Feridas” é uma palavra-chave para vocês, faz parte do vocabulário diário da Retrouvaille. Faz parte da sua história: de fato, vocês são casais feridos que passaram pela crise e estão curados; e precisamente por isso são capazes de ajudar outros casais feridos. Vocês não abandonaram, você não foram embora. Vocês pegaram nas mãos a crise para buscar uma solução”, ressaltou durante a audiência.

Acompanhamento 

No discurso do Papa aos integrantes da associação esteve muito presente a palavra acompanhar. “Uma das palavras mais importantes no processo sinodal sobre a família de 2014-2015 e que constitui a primeira resposta à realidade de tantos casais em dificuldade ou já divididos”, lembrou.

Ao concluir a mensagem, o Papa recordou o encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús. “Ouve sua crise os convida a contar, a se expressar. E então os desperta de sua insensatez, surpreende-os revelando-lhes uma perspectiva diferente, que já existia, já estava escrita, mas eles não tinham entendido: eles não tinham compreendido que Cristo tinha que sofrer e morrer na cruz, que a crise faz parte da história da salvação”, destacou.

“Acompanhar significa “perder tempo” para ficar perto nas situações de crise. E muitas vezes é preciso muito tempo, é preciso paciência, respeito, disponibilidade. Tudo isso é acompanhar”, finalizou o Papa.

Foto: Vatican Media

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